quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Enigma da Pirâmide - Sherlock Holmes e caro Watson

Em 1870, na Londres vitoriana, pessoas são acometidas de alucinações em virtude de serem atingidas por um dardo, com as visões as levando à morte. É dentro deste contexto que Sherlock Holmes (Nicholas Rowe) e John Watson (Alan Cox) se conhecem, quando ainda são adolescentes e estudam em uma escola pública inglesa, sendo que nesta mesma época Holmes soluciona seu primeiro caso.
O filme é um classico dos anos 80, além de ser de um roteiro e figurinos otimos... todo o conhecimento sobre cultura egípcia é mencionada em vários diálogos. Sempre achei que deveria ter uma continuação... mesmo  porque se trata de um dos detetives mais emblemáticos dos livros em sua juventude.

Você encontra o filme para assistir em partes no you tube... alias, todos os filmes mencionados aqui são facilmente encontrados no site.



O pequeno Buda e 7 anos no Tibet

Continuando as dicas de filme... quis citar estes dois filmes que além ter como tema a filosofia budista, mostra de forma clara transformações do comportamento humano de forma dolorosa... ao invés de ser pelo amor, que seria o caminho mais suave. Particularmente sempre fui adepta aos ensinamentos do budismo... Tanto pela parte de filosofias e a prática da meditação, levam ao auto conhecimento tão bem trabalhado pelos seus seguidores. Além das histórias serem contadas de forma simples e profundas, acaba sendo por vezes confusas caso queira entender de primeira. A sacada mais genial que vejo é o fato que vc nunca desprezar o seu lado frágil, nem seu ego... mas se dirigir  a ele de iguala para igual e aos poucos, de uma certa forma, doutrinando ao ponto de ele parecer jamais ter existido, pois ali já não há mais morada naquele corpo, mente e espirito.

O pequeno Buda é um filme dirigido por Bertolucci, no qual é narrada uma historia um tanto controversa. Você pode amar ou odiar este filme... não dá para ficar no talvez. Por que? Por que a historia de Siddhartha ( Buda) - interpretado por Keanu Reeves, é contada em forma de fragmentos, enquanto monges budistas buscam uma das crianças selecionadas com suspeita de ser uma das reencarnações de um de seus mestres.
Com altos e baixos... toda fotografia é bela e chega a ser gerada uma imagem plastificada de Buda, enquanto ele tenta encontrar o caminho da iluminação abandonando tudo e todos.
Para quem não quer ler livro e conhecer quem foi Buda, é uma boa pedida.

Já o filme 7 anos no Tibet - é a história de um homem frio, calculista, materialista e insensível aos sentimentos humanos interpretado por Brad Pitt, por volta da segunda guerra mundial.
Deixando para trás mulher um filho, ele sai em expedição aos deveres militares mas acaba sendo preso, logo foge e acaba vagando junto com seu amigo oficial pelas montanhas do Tibet. Ao mesmo tempo, ocorre conflitos de libertação do Tibet com a China. Entre o encontro do homem ocidental com o pequeno Dalai Lama, este homem é lapidado constantemente entre ensinamentos de uma cultura simples, espiritualizada e acolhedora e faz com que ele si reencontre com seus valores e sentimentos.
Acho a interpretação de Brad mediana... é um filme reflexivo... fala de perdão em certa altura, e como politica e religião é uma inconstante mesmo sendo um Dalai Lama.
É um filme para quem quer conhecer mais um outro lado do budismo, mais pratico e filosófico. O roteiro e o timing são muito bons.

O pequeno Buda







terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Eu sou o Dr. Lao... Muito prazer!

Continuando as dicas para filmes que valem muito a pena serem assistidos nas férias... este seria um tanto quanto nostálgico para minha pessoa.
Lembro passando várias vezes na sessão da tarde (quando era boa , mesmo!), nos anos 80.
As sete faces do Dr. Lao foi criado por volta dos anos 60, e diria que é um daqueles filmes atemporais... em qualquer época que for passar a mensagem é clara e bem entendida.
A idéia do filme é a moral, virtude, respeito e alegria... além de uma dose de solidarismo que é muito presente nas atitudes de Dr Lao.
Lao é um chinês com idade milenar, que acaba levando seu circo magico com sete criaturas mitológicas para uma cidade de interior americana. Lá, um de seus cidadãos, um rico fazendeiro, quer comprar as moradias de seus habitantes a fim de salvar a tal cidade da seca que esta para chegar pela quebra de um doa aquedutos que abastece seus moradores. Diante disso é mostrado os vários tipos de personalidades humanas em seus moradores... Um deles é o editor do jornal, no qual em sua boa virtude, tenta fazer que seus moradores não façam isso e sim unem-se para salvar a cidade. Note-se até aqui o lado já corruptível do ser humano e do outro,  a ideia da união do povo contra este mal.
Lao, entre suas magias sutis e ensinamentos orientais profundos... vai mostrando a cada um deles algo que ficava escondido em suas almas e que pode muito bem ser resolvido abrindo-se para o novo, para a oportunidade.
Os efeitos especiais para a época são inovadores ao meu ponto de vista... Além, de um roteiro maravilhoso para minha mente filosófica... simples e profundo. Pergunto quantos de nós, faria isso ou aquilo que é colocado aos personagens...? quantas máscaras precisariam cair para que realmente possamos ver a magia da vida?... Estas são uma das muitas questões colocadas pelo filme.
Segue abaixo o filme completo... Bom filme!



Poema do Circo

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Aqui é Constantine, John Constantine... Otário!


Nem preciso lembrar aqui, que sou fanática em filmes. Aprecio assistir ate aqueles na qual as criticas não foram tão satisfatória, ou mesmo, algum comentário bom ou não de amigos.
Mas sendo final de ano, comecei a fazer uma retrospectiva dos filmes que mais aprecio em ver... Principalmente aqueles dos anos 80... ou mesmo da década de 60... acho um glamour só.
Mas o que mais me atrai em um bom filme, além de toda atuação do elenco escolhido a dedo, a fotografia, o ritmo do filme etc... Mas o roteiro e to da idéia referente a aquela historia, fazem ter um papo ultra filosófico comigo.
Postarei aqui durante os dias, semanas... alguns filmes que todos conhecem, mas falarei mais do lado B deles.
Devo começar pelo filme Constantine, para mim, um épico para Keanu Reeves... além de ser um tipo de filme atemporal.
A idéia é um exímio ocultista e exorcista super experiente (Constantine – Keanu Reeves), no qual tem que impedir que a terra seja dominada pelo filho do Diabo e toda sua legião. È uma luta constante entre anjos e demônios, aonde é colocado a todo momento para a prova da fé no qual Constantine tem que voltar a acreditar que Deus tem um plano um tanto quanto estranho e surpreendente.
O bem o mal é uma constante neste filme e acredito que é este link que faço com nossa realidade... e também  pela época de Natal e ano 2012 e todas suas lendas e premonições de fim do mundo.
Constantine se mostra aquele herói às avessas, nada doce ou gentil... nem vem vestido de branco ou faz a linha de bom moço. Acaba sendo objetivo, frio, sistemático e brilhante em suas atuações contra o mal.
Quem é o mal e quem é o bem nesta historia toda? Aos poucos o filme vai desenrolando e você que acaba decidindo aonde esta o equilíbrio dessa balança toda.
Uma das coisas mais claras e mais profundas  do filme são duas cenas:
Uma é quando Constantine vai ao encontro do guardião chamado Meia-Noite, aonde o seu trato é viver na neutralidade, ou seja, nem ajuda um nem o outro... e prefere viver entre os humanos... Para que Deus poderia fazer uso da neutralidade? A outra é quando simplesmente, Constantine, barganha com Lúcifer... e faz uso de um dos elementos da salvação na qual a Bíblia relata várias vezes, e que muitos foram salvos e que si faz ao contento divino: o sacrifício. John se põe em sacrifício para salvar uma pessoa e com isso a humanidade. Lembre-se: Deus tem um plano muito maior para John e não sai bem como o esperado.
Fora que as vezes temos a sensação que somos colocados como marionetes, a humanidade pode ser abençoada pelo livre arbitrio, no qual nem os anjos são agraciados com esta benção,... e que os tais mestiços mencionados por John, são os demônios que sopram aos nossos ouvidos (consciência), fazendo com quem entramos em conflito em qual caminho seguir?... em quem acreditar? O que é o certo ou errado nisso tudo?
São estas e muitas outras questões levantadas ao filme e digo que independente de sua veia religiosa, espiritualista ou filosófica... Assista com a mente aberta e atente-se aos diálogos.
Porque entre o bem e o mal sempre há um equilíbrio... por incrível que pareça.






quarta-feira, 14 de dezembro de 2011




Acho uma das musicas mais belas do Queen, tanto neste clipe em sua performance, mas como todo o cuidado da letra, melodia e o entender a dor de um sentimento...

Perfeito! God save the Queen!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Pensamentos, palavras, sentimentos e gestos: Tesão Intelectual


- Aaaah Cá... Tesão intelectual é tudo que dá prazer de ouvir. Não essas lorotas insignificantes que as pessoas amam vomitar quando estão bêbadas em uma roda de amigos ou jogam qualquer porcaria levianamente nas mídias sociais. O tesão intelectual tem que te causar prazer no dialeto. É você conseguir entrar na mesma sintonia verbal. 
Infelizmente, não é em qualquer lugar que encontramos quem nos proporciona tal prazer. Acho que por isso as pessoas andam tão socialmente preguiçosas. Fora que, pra fazer isso com sinceridade (pois certamente funciona igual a um relacionamento mesmo), é necessário que você entenda perfeitamente o que o outro quer dizer, ou se você está ali sem entender, que se permita à isso. 
Há uma troca, uma cumplicidade e uma lealdade no prazer intelecto. Você não pode entrar com pretensão de sair. E se torna ainda mais gostoso se é feito com paixão... sentiu a semelhança?

Minha querida amiga Misheilas (codinome pessoal rs), compartilhou comigo de forma simples e inteligente sobre o que é, na sua visão, o tal tesão intelectual. Devo ressaltar que tento escrever este tema há meses, mas veja que interessante: aquilo que é o mais simples é sempre o mais difícil de si colocar no papel, aqui no caso digitado. Mas numa roda ou outra de amigos, papo vai e papo vem, sempre jogava esta pergunta aos meus companheiros (as) de café filosófico – O que lhe dá tesão intelectual ou o que é tesão intelectual para você?
Entre um silêncio e outro de pensar, um querido amigo solta esta:

- Poxa, tema complexo e complicado rsrsrs... mas deixo analisar. - ( mais algumas horas de reflexão e o papo continuando e já tinha até mudado) eis que:
Então, já sei: O que me dá tesão intelectual é ouvir das pessoas as coisas simples da vida. Vivemos em tempos em que tudo está supervalorizado, como o trabalho, estudo e informações bombardeando nossos ouvidos a todo momento. Mas acabamos nos esquecendo dos gestos simples da nossa vida. Como exemplo, gosto muito de viajar, para qualquer lugar, para cidades pequenas e ouvir dos personagens de cada local as suas histórias de vida. Quem me vê ouvindo estas pessoas, pensa que estou jogando conversa fora, mas na verdade, aprendo muito ouvindo este tipo de gente. Todo ser humano tem algo a nos ensinar e aprender desta maneira, ouvindo suas histórias simples, é minha forma de ter tesão intelectual. Posso passar horas conversando com estas pessoas.

Achei lindo, esta outra forma de tesão intelectual do meu digníssimo amigo. Mas da minha parte, muitas pessoas e assuntos me dão tesão intelectual. Uns mais outros menos, mas uma conversa descontraída, inteligente e sensível sempre atraiu e instigou minha mente.
Das dezenas de pessoas que converso todos os dias, há um querido ser que mesmo pela Matrix, faz minha mente sentir este tipo de sensação tão prazerosa. Nunca disse isso a ele, mas alguns papos e idéias que filosofamos sem compromisso de dar um texto, foram verdadeiros orgasmos intelectuais ao meu sentir. Parece brincadeira?! Mas não é! Juro!
Meu estimado Serzinho ( no qual escrevi e descrevi neste blog), foi um dos poucos seres que tive a felicidade de conhecer que consegue me deixar neste estado tão filosófico.
É raro e muito difícil ter isso com alguém ou mesmo por algum assunto... algumas pessoas não se dão mais o tempo de si conhecerem, perdeu-se o encanto de saber quem é o outro. Apenas ouvir e observar o que a pessoa esta querendo lhe dizer, mostrar, interagir de alguma forma... e para isso é necessário o tempo, disposição e prazer em conhecer o outro.

Concluo que para mim, tesão intelectual é: O prazer e a felicidade que tenho em estar e conhecer pessoas maravilhosas, com potenciais incríveis de sentimentos e pensamentos, que a cada conversa seja ela de minutos ou horas, posso vislumbrar sua essência como um bom livro a ser lido, de várias formas e diversas vezes. È ainda, sentar na frente do computador ou apoiar minhas folhas em branco em meu colo, e escrever todas as minhas impressões e pensamentos... em seguida compartilha-los de forma singela com estes mesmos seres maravilhosos.. e tantos outros que nem sei ainda... Mas esta é a magia da boa comunicação... do tesão intelectual!

Nota: este texto ofereço para Misheilas, Marcel Agarie por suas belas contribuições e em especial para T. Guy. Obrigada sempre!






sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A criança cresceu...


É engraçado quando por vezes me pego com alguns pensamentos pra lá de nostálgicos.

As vezes tenho mania de deitar no chão do meu quarto, ficar olhando para o teto enquanto ouço minhas músicas favoritas... aliás, são quase sempre as mesmas.
O que isso poderia acarretar? Lógico... caio no sono ali mesmo no chão... e muitas das vezes é papai que vem me acordar num gesto típico que  ele faz comigo desde minha infância: ele apenas puxa um dos meus dedos dos pés e diz: Mila, vai dormir na cama. – eu lógico, digo: Já vou... – Pior que esta cena se repete umas três vezes até eu arrastar meu corpo até a cama.
Num desses arrastões que resolvi por minha mente a pensar sobre quando percebi que não era mais uma criança, e que poderia de certa forma ‘virar-me sozinha’.
Desde aonde lembro, já fazia muita coisa sozinha: ia para escola, servia-me para comer a hora que a fome batia, fazia os serviços triviais em casa... mas foi aí que veio uma lembrança clássica...
Lembro que quando ia dar boa noite para papai, ele sempre vinha até minha cama, me dava um beijo de boa noite, cobria-me como só um pai sabe fazer e abençoava meu sono. Este gesto tão simples e profundo de papai, foi o laço que uniu a minha confiança, carinho e meu único amor verdadeiro a ele.
Mas não sei por que mas um belo dia percebi que nem eu e nem papai, fazíamos mais nosso pequeno “pacto” noturno... Eu não ia mais até ele e ele por sua vez, não vinha... ficava no boa noite... mas o gesto de ir até minha cama, não havia mais. Lembro que tinha por volta dos meus 13 anos... e naquela época não tinha caído minha ficha neste sentido que não era mais uma criança... a síndrome de Peter Pan tinha ido embora... sentia e via as mudanças em minha volta, no meu corpo e na minha mente... e que estava dando adeus ao meu mundo infantil. De certa forma, já tinha afincado alguma bandeira de independência que não sei bem aonde... mas de certa forma, a vida estava pedindo isso bem sutilmente.
Penso que deve ser difícil quando o pai percebe sua filha crescendo... mesmo morando embaixo do mesmo teto... ele vê que ela não é mais sua e sim do mundo.
Hoje, mesmo estando na minha maturidade de mulher, sei que perto do meu pai, poderei ser em certos momentos aquela criança que um dia ele carregou e colocou para dormir varias vezes... Não preciso ser mais nem menos para ele... e esta é a graça e a magia de tudo... a felicidade de ainda ser filha.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Calça Jeans e camiseta branca...


Há poucos dias, estava conversando com uma querida amiga pelas ruas dessa selva de pedra... quando vi um rapaz atravessando a rua. Até ai normal, foi quando me virei a minha amiga e disse:

- Sempre achei tão lindo um homem vestido daquele jeito: Camiseta branca e calça jeans... não existe nada mais simples e mais básico que isso...

Ela olhando e verificando disse:

- Mas o cara não é tão bonito assim... rs... Eu também acho bonito mas tem outros looks que eu curto mais ....

Tive que começar o texto com este diálogo, porque a idéia filosófica que quero passar é algo muito além de uma vestimenta básica... é algo que me acompanha há anos... desde o despertar de minha consciência neste mundo...
Nunca comentei no blog, mas sempre fiz um link muito profundo e tênue entre a filosofia e a espiritualidade (indiferente de qualquer religião, pq não irei mencionar nenhuma aqui e nem me cabe dissertar sobre isso), é isso que move minha vida e dá sentido a ela no meu ato de acordar... tanto fisicamente como no mundo dos meus sonhos. A camiseta branca e a a calça jeans faz parte dessa linha tênue.

Alias meus sonhos sempre me assustam... Nunca fiquei sem respostas na vida... mesmo que demorasse um certo tempo para entender o seus significados... e muitas vezes sem pedir as tais respostas, elas vinham.

Desde criança, sempre tive insights e conversas profundas comigo... Ouvia uma voz que vinha dentro de mim, quando algo estava errado, ou não entendia o por que daquilo esta acontecendo... poderia ser desde uma frase inteira ou apenas uma palavra... mas sempre a obedecia e seguia seus conselhos.

Mas o fato é que, no mundo dos meus sonhos um ser sempre vinha me visitar... fazia-se e ainda se faz presente nos meus sonhos...
Percebo que ele tem a minha idade física, quando criança sonhava com um físico de criança... e hoje, ele é um homem. Não vejo seu rosto, nunca o vi... mesmo olhando para seu semblante, não fica nada de lembrança quando acordo... Só lembro que ele tem sua pele branca, cabelos pretos, e incrivelmente sempre usando a mesma roupa... calça jeans e camiseta branca... mudando as vezes para uma de manga comprida parecendo linho.
Ele sempre me traz muita paz, calma, que no fim tudo vai dar certo... Como se realmente soubesse o que eu estaria passando naquelas circunstancia de vida.
O mais incrível disso tudo... que ele sempre aparece em semanas, que minha alma esta inquieta... como se eu quisesse fugir, ir embora... cansada emocionalmente e mentalmente dessa vida terrena... tentando ser controlada e manter a flexibilidade com os outros seres humanos que encontro pelas minhas andanças.

Na sua ultima aparição,... sonho sempre com um mesmo lugar... seria difícil descrever aqui... Não encontrei nenhum lugar que si assemelhasse com este que tenho em mente... mas o céu é algo surreal... os tons são calmos e vibrantes... Tem um cheiro que o vento trás que são mistura de varias flores... E a calma do ambiente é tudo que sempre peço quando adormeço e que minha alma vai buscar... Olhando e sentindo tudo isso, ouço uma voz atrás de mim, aproximando-se e dizendo:

- Por que você está fazendo isso de novo? Não percebe que há tantas coisas para serem realizadas aonde você está?...

Eu me viro e o vejo... com  a mesma roupa e a mesma calma eterna de sempre. Sorrio e digo:

- Ficaria aqui para sempre se pudesse... mas não posso, porque é isso que vc me lembra sempre... dos meus deveres, obrigações e por fim preocupações... Acho que estou chata demais estes dias... estou inquieta... sinto uma saudade que não é minha... Algumas pessoas me cansam... suas limitações, seus vitimismos... suas desculpas incessantes... Relutância em mudar... a culpa sempre é do outro. Sinto-me parada na vida... ou será que estou me cobrando demais?...

Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa... só vi ele me abrindo os braços e dizendo:

- Você esta esquecendo até dos meus abraços? Rs

Com uma certa vergonha do meu esquecimento, fui ao encontro do seu abraço... E sempre quando isso acontece, cai de mim, lágrimas... não de tristeza... mas da alegria de poder esta ali nos seus braços... que não preciso dar maiores explicações... Ele me abraça de forma tão terna, tirando de mim qualquer aflição que esteja em meu ser... ou seja, tudo vai dar certo... tenha fé!
Ele afaga meus cabelos, aperta forte contra seu peito, e descanso minha cabeça em seu ombro... por vezes ate adormecer e acordar nesta tal “realidade”.
Mas dando uma pequena conclusão ao diálogo iniciado, mesmo durante o abraço, ele diz:

- Você sabe que isso nunca vai acabar... tem todo direito de sentir e dizer isso... Só fico triste quando você começa a si isolar de você mesmo... Você esta descobrindo outros lugares dentro de ti... é só isso...

- (dei um riso irônico)... estou chata! Rsrsrs Você é muito diplomático quando quer me dizer que estou sendo imatura... Pergunto qual minha finalidade... estudo tanto... reflito tanto... sou um tanto impulsiva com algumas pessoas... Mas algumas são tão superficiais... esta difícil agüentar isso, sabe?! Não sou melhor, longe disso... aaahhh.. sei lá... deixa pra lá... e vc? O que tem feito?

Nestas horas, lembro que ele sorria ( mesmo sem lembrar do seu sorriso), ainda em seus braços, ele mexia em meus curtos cabelos rs... Sentia sempre os raios do Sol... tocando minha pele... como se fosse uma coberta quentinha num dia de inverno... ele dizia:

- Não muita coisa... tenho estudado muito... trabalhando. Mas sempre penso em você, sempre estou junto de você... em pensamento... Lembra da força de um pensamento? De uma vibração? Algo tão simples... pode fazer maravilhas para as pessoas como pode destruí-las... e posso esta em outro Universo... e você irá sentir... Você anda com suas antenas muito ligadas... precisa descansar mais, dormir mais...
Ouvia tudo isso, e no fundo eu sabia... Minha mente pulsava em dias numa rotatividade enorme...

- Preciso renovar minha fé de novo... ( dando um profundo suspiro)

- Também... mas não é tudo... Eu sei de suas dúvidas... há tanto tempo conversamos, não é?!

- Tenho sempre a sensação, que qualquer dia não lhe verei mais... Que estarei neste lugar e você não virá... Com quem conversarei?

- Não diga isso... se isso um dia ocorrer, eu vou lhe avisar...  Não se preocupe com isso, vamos andar um pouco... daqui a pouco você vai ter que voltar.

Lembro que realmente íamos andar... e pedia para irmos visitar os cavalos... Amo cavalos... e eles estavam sempre lá.
Pedia para ir toca-los... e ia. Acarinhava as crinas e seu dorso... e aquilo me acalmava demais... Acho que sorria como uma criança quando via pôneis rs...

Meu companheiro de caminhada... veio com a proposta:

- Por que não cavalga um pouco...? Te faria bem... Eu puxo ele para você...

E assim foi... lembro ter cavalgado... e ele me dava certas instruções... que só trouxe para minha realidade como uma leve lembrança.

Chegamos ao um jardim, sentamos num banco... e sentia que tinha poucos minutos para despedir dele...
Ele me abraçava, e me dava um longo beijo na testa, pegava minha mão e a beijava... E dizia:

- Vc entendeu o que conversamos? Tal dia nos veremos de novo... Quando se sentir cansada, lembra desse lugar... fica mais fácil para vim lhe ver...

- Obrigada... sentirei saudades... como sempre Rs...

- Eu também...

Puffff... acordava para mais um dia de realidade...

Engraçado, mas nunca escrevi sobre ele... Não sei quem é ele exatamente... Alguns lendo isso diriam: mentor, anjo, amigo espiritual, alguém da minha imaginação... seja o que for... ele é tão real como qualquer dor sentida na pele, ou qualquer situação que seja o mais perto dessa realidade.
Quando acordo, sou outra pessoa... Como se eu tivesse me encontrado novamente, renovada, serena comigo... e tudo aquilo que tinha sentido, jamais tivesse existido... tudo foi embora. Agradeço muito, no dia seguinte este encontro.

A vontade de escrever isso veio de forma bem natural... até para ir de encontro a proposta que fiz comigo em articular tudo o que acredito ser belo e proveitoso em escrever no blog. E ele, é parte disso...


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ornitorrincos, Koalas e afins


- Mas amiga... me tire uma dúvida de séculos: Se o ornitorrinco é mamífero, bota ovo, tem pêlos etc... aonde esta as glândulas mamarias da fêmea? Digo... como ela amamenta seus filhotes?

Este papo pra lá de NERD... estava sendo desenrolado na nossa sempre padoquinha filosófica, regada a muito café e uma dose ótima de filosofia cientifica.
Minha querida amiga, formada em biologia, tirava certas dúvidas do meu ser inquieto a curiosidade da vida em geral... Foi ai que descobri algo interessantíssimo sobre este animalzinho.

- Então, é assim: Eu mesma acho uma coisa fora do normal... por isso acho que os animais são muito mais adaptáveis que nós, ditos humanos. Eles são classificados em um dos subgrupos de mamíferos, então quando a fêmea bota seu ovinho, os filhotes eclodem deles, rapidamente  a fêmea começa a se concentrar e fazer força em todo seu corpinho para que saia em uma de suas varias glândulas que existem nele... uma misera bolinha de leite... rica em gordura e tudo mais que o filhote precise... ai o filhote vai lá e chup, chup, chup... fica chupando aquela bolinha de leite super condensada srsrsrsrs... Muito estranho, não acha?

Coma risonho geral!!! Rsrsrsrsrsrsrsrs

- Como assimmmmmm??? Vc está falando sério??? È assim que ocorre? Nooooosssaaaaaaaaa.. Impressionante!!!! Adorei saber isso!!!

- E outra coisa, vc não dá nada para o bichinho, mas o macho tem um ferrão na ponta da sua cauda que parece um rabo de castor... e na frente tem garras super afiadas e as patinhas traseiras são pés de pato... Ou seja, é a coisa mais estranha se vc for pensar... não se dá nada para o bichinho... mas mexe com quem está quieto... e vc olhando para ele é a coisinha mais fofa! Rs

- É verdade... Mas e os Koalas??? Como é que eles se defendem? Porque vamos concordar... qual a utilidade do koalinha? Eu acho super fofos... mas e se alguém que pegar o koalinha para comer , e ai?

Minha amiga e eu não nos agüentávamos de rir... porque de certa forma olha só o nivel do papo... Bichos estranhos, com comportamentos estranhos e num ponto tivermos de concordar: Se o bicho é estranho, é pq  mora na Austrália, rsrsrsrsr!

Sobre o Koala:

- Então... que eu me lembre, ele não faz muita coisa... quando ameaçado ele só se defende si escondendo... por isso ele fica sempre na moita das copas das arvores, e quando estes bichos aparecem em público é pq já sabem que não si tem ameaça ali. Só isso.

- Mas que bicho bobo... alías, diria pacifico demais.... Noossaaaaa!

- Mas veja bem, tem muita gente Koala por ai... só si esconde...rsrsrsrsr

- É... de certa forma sim... Ornitorrincos não vejo não... pq eu não tenho nem idéia como definiria uma pessoa-ornitorrinco rsrsrsrs... Só em pensar no bicho eu nem consigo dizer o que é direito... por mais que me definam de forma cientifica rsrsrs...

Foi então que minha amiga disse uma frase que achei uma sacada sensível:

- Mas assim: não é porque vc tem uma aparência comum ou hábitos corriqueiros, que vc não pode ser bonito...

- Nossaaa amiga... concordo total. Arrasou! Aqueles seres que vc não dá nada... são as que mais surpreendem no bom sentido, claro! Parece que vc deu esta opinião de forma bem pessoal, não?! Rs

- E não é?! Rsrsrsrsrs. Uma coisa lhe falo... o que aprendi na faculdade é: Que eu sou igual a uma minhoca... isso foi o que a biologia ensinou-me... Não sou melhor que nenhum animal dessa terra. Digo mais, acho que o ser humano fosse extinto da terra, a natureza seguiria seu fluxo normal... a cadeia alimentar iria se estabilizar até melhor... mas faça o contrario, tire tudo do homem... o que sobra? Nada... porque não sobrevivemos a nada... nem as bactérias mais simples, somos propensos a infecções etc.

- É amiga... não tiro sua razão não... Eu posso dizer pelo o que vejo em meus estudos... Da beleza do corpo humano, mas ao mesmo tempo, toda sua fragilidade, em todos os sentidos... Chega ser triste se vc for pensar muito... Mas enfim... estamos ai.... para alguma finalidade...

- Por isso que para conversar sobre este papo preciso por a droga da cafeína no meu corpo... mais uma rodada de café?

- Demoro! rs





terça-feira, 29 de novembro de 2011

Como você vai querer sua abobrinha hoje?


Já citei aqui, vários papos filosóficos que tenho com uma amiga super querida de longa data.
Há pouco tempo, estávamos ambas filosofando sobre um link de personalidade no qual havia enviado a ela por e-mail. Estávamos expondo situações em que ambas passamos em algumas fases da vida, mas queria saber sobre o ponto de vista dela... Por que? O texto tinha tudo relacionado o modo como a via em certos momentos... digamos que foi uma análise feita em dupla... ela lendo, eu ouvindo e em seguida fazia as perguntas relacionadas a frase por ela dita: “ e ai? O que você faria?”. Simples assim. Mas que rendeu uma tarde inteira mais um começo da noite rs... só isso!

De certo modo, tudo estava batendo com a personalidade dela, valores, conceitos etc... Porem, num certo momento, uma dessas frases era mais ou menos assim: Você não tolera pessoas que trazem papos do tipo “abobrinha”,... você as descarta ou apenas dá de ombros como que não fosse contigo o assunto.”

Automaticamente minha amiga disse em forma totalmente comparativa esta afirmação:

- Concordo com isso! È verdade! Eu trato estas pessoas que falam abobrinhas da seguinte maneira: Primeiro... vou refogando elas até certo ponto... quando vejo que a demanda de abobrinhas esta muito grande, e não estou dando conta, vou plantando isso em pequenos vasos...  não posso plantar na terra direto, porque poderá criar raízes e ai esta “pessoa abobrinha” não sairá mais de perto de mim... e isso eu não quero!

Lógico que entrei em coma risonho... Como assim???? Pessoa abobrinha???? Rrsrsrsrsrsrs

Ela vendo meu estado, pediu para que eu respirasse e continuou seu raciocínio de outra forma:

- É sério... pensa comigo: Se eu planto a abobrinha ou sei lá, imaginamos esta pessoa sendo uma planta, e vc faz sua morada fixa num vaso... vc poderá mover esta vaso-pessoa para qualquer lugar... ali, aqui, acolá... OK?! Vc vai administrando isso... Porque sempre vou respeitar a pessoa, o ser humano... Mas se eu a fizer ser uma planta fixa... terei que plantar na terra, próximo a mim... e eu só faço isso com pessoas que eu gosto muito...  pessoas que tem uma essência profunda, ... ao contrario de pessoas superficiais que são estas pessoas-abobrinhas.. Entendeu?

- Lógico que entendi... mas confesso que jamais imaginei que vc fosse fazer esta comparação rsrsrsr... Sabia que vc era flexível em seus atos... mas esta vc arrasou! Rs

Voltei para casa pensando nesta analogia de minha amiga de forma serena...  Papos fúteis sempre foram algo que tive dificuldade para administrar... Normalmente minha reação é ficar calada e minha mente vagar para algum ponto do Universo ou Sistema longínquo qualquer... Mas fazer vasinhos dessas abobrinhas nunca pensei... poderia virar uma plantação de abobrinhas... ou então, elas morrerem por si só.
Mas outro ponto que veio em minha mente nisso tudo era o fato que muitas pessoas-abobrinhas talvez não soubessem que elas criam abobrinhas. Vem aquele lance, de que cada um esta  num ritmo, evolução, entendimento de vida muito distinto de cada um.
Percebi que no meu convívio diário com varias pessoas... poucos tem o prazer e se dão o tempo de filosofar consigo e com o outro... ou seja, as abobrinhas serão inevitáveis... Poderia também já ter dito muitas abobrinhas por ai e ninguém ter me dito nada sobre... Muitos poderão ler este texto e perguntar: Ok.. já entendi... mas o que seria a tal abobrinha dita?!
Muito simples caro leitor... Tudo aquilo que é expressivo de fora para dentro... Eu fiz, eu comprei, eu tenho, eu possuo, é meu etc... Percebe que não tem nada comparado ao tipo de expressão: Eu penso, eu sinto, eu desejo, eu vibro, eu torço, eu lhe ajudo, eu lhe gosto, eu lhe amo etc... Tudo que faz parte do ser/sentir... Tudo que você é! Tem pessoas que fingem muito bem ser, mas não é... e como saber que são ou não? Simples, eu faço isso e dá certo: Comece a filosofar algo mais profundo e a pessoa vai lhe dizer: Nossa que papo de louco isso! Deu até dor de cabeça...  – Ai está a resposta! Pessoa-abobrinha, agora, só cabe escolher o local do plantio: Na terra ou no vasinho?!





sábado, 26 de novembro de 2011

O vestido vermelho

Dias desses uma querida amiga de longa data, ligou-me e ficamos amenizando nossa saudade no trivial papo de “como vão as coisas?”. Sempre falo para ela que nosso papo tem que ser ao vivo, uma olhando na cara da outra... pelo simples fato que eu sempre tenho que desligar por conta dos meus afazeres estudantis, ou porque acabou a bateria do celular ou ficamos sem sinal.
Mas sempre quando após falar com esta minha amiga, lembro de um fato tão engraçado quanto louco que ambas passamos.
Tínhamos que ir à um casamento de uma amiga em comum... e seria O casamento ( com ó maiúsculo mesmo!). Por que era uma cerimônia com uma festa muuito do refinado... e isso já sabíamos e por isso ficamos míseros dois meses atrás dos vestidos que iríamos na festa.
Sempre adorei vestidos longos, acho clássico, chique e sensual para uma mulher... além de eu sempre optar por cores neutras e no máximo para não sair do meu gosto... um verde mais escuro ou azul.
Minha amiga ao contrario de mim, e quando digo ao contrario, é o oposto de tudo que escrevi no parágrafo acima. Escolhia os curtos e os chamativos.
Como sempre, quando se trata de festas e ter que experimentar vestidos... sempre sou o tipo brasileiro de ser: deixo tuuuudo para ultima semana! Rs. Lamentável.... mas é assim.
Porém, minha amiga, estava adiantada e tinha comprado o tal vestido.
Eu?! Posso dizer que me F&%$@! Pois não achava nada do meu gosto e extremamente caro quando via algo que me chamava a atenção.
Contando o fato para a amiga dois dias antes do casamento, disse que iria com aquele meu preto básico longo, que no caso ela já conhecia de cabo a rabo pois adorava aquele vestido e não sei porque?!
Ela ouvindo disse:
- Não creio nisso... Não creio que terei que ver vc com aquele vestido de novo! Vc precisa mudar... por cor em sua vida... vc é uma mulher tão linda e vc não esta sabendo trabalhar isso...

Ouvindo aquilo, minha mente pratica, automaticamente já tinha o argumento:

- Miga, não preciso agradar ninguém alem de mim... To longe de ser modelo e tb não me acho tudo isso não... acho bem simples no meu modo de vestir, até pratico diria...

- Affff... mas e ai o que vc vai fazer?
- Já disse... vou com aquele preto básico!

Eu já dando de ombros o fato, vejo minha amiga saindo correndo para o seu quarto e vindo minutos depois com o seu vestido que ela iria para o casamento em mãos e logo veio isso:

- Vc vai com este!

Eu olhei espantada e sem saber o que dizer, mas disse em forma de pergunta e rejeição:

- Ta louca???!!! Nem pensar eu ir com este vestido não tem nada a ver comigo...

- Como não??? Vc não sabe??? Vc nem experimentou??? Experimenta e se ficar bom...  e vai ficar... eu vou com o seu preto... Que achas? Usamos o mesmo tamanho mesmo...

Tive risos de deboche para com ela segurando o vestido que irei descrever sem preconceitos: Era um vestido relativamente curto,feito de cetim, ficava 4 dedos acima do joelho, acinturado e com um rodado belíssimo. Era um tomara que caia que era todo trabalhado em tiras transversais no busto. Masssssss.... a cor era tudo que nunca iria imaginar usar: Vermelho!

Peguei o vestido e fui experimentar... torcendo no fundo que não servisse Rs... Quando sair do banheiro vestida com o tal, minha amiga num grito eufórico:

- Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh.. VC ESTÁ MARAVILHOSA! LINDA!!! Ele serviu certinho! Não disse... eu disse... é isso que vc precisa! Agora vamos buscar seu preto para eu vestir...

Fiquei com vergonha um pouco me olhando no espelho com aquele vestido... não sei por que... mas acho que não me dava ao luxo ou a permissão de me ver assim... Sempre fui um tipo de mulher que faz de tudo para não ser notada... mas o pior que de alguma maneira sempre somos... sempre tem alguem observando. Mas confesso que simpatizei com o vestido, e fui me namorando com ele.

Tirando o vestido perguntei para minha amiga o porque dela sempre comprar vestidos vermelhos... Nunca via outra cor em seu guarda roupa além dessa cor e de outra tão viva quanto esta...
Ela como sempre de forma muito doce disse:

- AAAhhh... engraçado... nunca pensei nisso, mas eu analisando acho que depois do meu divorcio, eu vi que me perdi muito como mulher... de me ver no espelho e me senti feminina, linda... não gostava da imagem que via. Um dia, resolvi comprar a roupa de cama vermelha,  e depois pintei uma das paredes do quarto de vermelho e em seguida coloquei uma cortina vermelha na sala... e quando fui me acostumando com esta cor tão quente... que me trazia energia para voltar a viver em um novo ciclo... resolvi comprar meu primeiro vestido vermelho, simples até, tinha alguma flores vermelhas bem grandes em um fundo vermelho claro... e me senti tão bem nele, que vi que poderia resgatar minha alma feminina de algum lugar naquilo tudo. Então o vermelho tem este poder sobre mim, não apenas de sedução, ousadia... mas de vivacidade... acho que é esta palavra que define... Me sinto viva!

Olhando minha amiga dizendo tudo aquilo e sabendo todo o processo que ela tinha passado, entendia perfeitamente e talvez aquele gesto de me emprestar seu vestido vermelho fosse para que eu não caísse de alguma forma nesta armadilha da praticidade do mundo.

Quando olho as fotos que tirei com aquele vestido no dia do casamento eu vejo aquilo que minha amiga deva ter sentido ao me vestida. Cor, vida, beleza... tudo que uma simples vibração de uma cor poderia trazer...
Depois desse fato... reorganizei minha prancheta de cores no guarda roupa... além do branco básico... coloco cores em tons mais vivos... e confesso que fez sim uma diferença significativa ao meu ver.
Algumas pessoas podem não entender isso, mas imagine que vc vivesse de um uniforme todos os dias... e se vc não desse a chance de arriscar... e mudar e experimentar outras coisas... Pois é, foi isso, uma simples mudança... fez meu padrão se flexibilizar... acredito que de certa forma, era uma das primeiras lições para que eu pudesse me flexibilizar na vida e pelas coisas que viriam. Alias é uma das coisas que esta minha amiga me diz até hoje: Flexibilize Camila, flexibilize! Rs






sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sob os trilhos...


Outro dia minhas amigas e eu falávamos sobre algumas das muitas invenções e utilidades da vida moderna que mais achávamos magníficos e que hoje não poderíamos viver sem.
Devo citar aqui que foram os inúmeros citados, mas posso descrever desde o batom, blush, lápis para olhos, delineador etc... ou seja, kit de maquiagem completo... desde o papel higiênico! Oras... sem comentários... é útil mas vamos além que isso! Rs

Da minha parte estava em dúvida entre duas: O famoso Fax. ( e não vamos remeter aquela brincadeirinha sem graça de que vamos passar um fax e a pessoa vai em direção ao toiallet,... banheiro mesmo para os íntimos. Achava e ainda acho o máximo poder passar uma folha de papel com a escrita que for, desenhos, planilhas etc... e chegar para quem o esta recebendo, através da linha telefônica... Enfim é o que acho, para quem não tinha acesso aos computadores...  era quase um e-mail na minha idéia.

Mas a invenção que argumentei com muito fervor e entusiasmo fora  o trem e seus fantásticos trilhos...
Por que???? Todas minhas amigas perguntaram-me, o que tem de tão maravilhoso nisso???

Para falar sobre,... tinha que filosofar sobre... então lá foi:

Bom, isso vem desde criança... Sempre pedia para meu pai comprar trenzinhos de brinquedo... seja como fossem... Mas eu sonhava era ter um Ferrorama! Não achava o autorama tão fascinante como o ferrorama, mas era um brinquedo muito caro na  época e ainda o é.
A primeira vez que andei num trem, foi uma sensação sem descrição... minha euforia infantil era de chorar de alegria ao quadrado... Olhava pela janela do trem vendo as paisagens e tudo o que meus olhos poderiam enxergar de acordo com a velocidade da máquina.
Com  o passar dos anos e minhas idas diárias para São Paulo, me fizeram apreciar ainda mais as linhas “infinitas” ao meu ver... do Metrô. Não apenas pela facilidade que o trem tem de fazer viagens ininterruptas e também por encurtar distâncias que poderia se levar horas de carro... leva-se poucos minutos para isso. Assim como há países que tem o famoso trem expresso (no qual já pude apreciar o tal) que se pode viajar de um país a outro em questão de horas ou menos... além de baratear o custo em vários sentidos.
Mas chegando ao que quero chegar é o meu comportamento quando sento na janela do trem do metrô e claro ouvindo meu bom Rock’n roll... projeto meu olhar quase infantil novamente para os trilhos... Não sei, há pessoas que não percebam creio eu, mas adoro apreciar conforme o trem corre ao seu destino, olhar os trilhos ao lado e a velocidade com que o vagão percorre... melhor ainda quando posso vislumbrar o céu quando ele aponta para fora do túnel subterrâneo.

Mas senti que minha idéia não foi bem compreendida por minhas companheiras... mas no fundo  fiz aquela famosa analogia que existe entre o trem e a vida, sabe?!
Observo pessoas indo e vindo para seus destinos... e o ritmo do trem influencia as pessoas... Como? Simples: Observe quando o trem demora para sair da plataforma, ou mesmo quando ele pára no meio do caminho... Muitas pessoas começam a ficar impacientes, outras dormem, outras continuam ouvindo suas músicas.... outras telefonam... outras preferem sair e pegar o próximo... mas tudo influencia... até mesmo, quando ele anda rápido demais... Eu fico extremamente amedrontada quando  eu sinto  o trem correndo de forma além do seu normal... dá uma sensação de sair fora dos trilhos por causa do balanço... ou seja, se você corre muito com sua vida, de certo, o risco de você descarrilhar é grande... perde seu eixo, perde o equilíbrio... Conduzir um trem não é fácil, porque tem um ritmo certo de conduzir, para o conforto e segurança de todos. E penso que arte e a graça que se tem em viver seja isso: como posso conduzir o trem da minha vida da melhor maneira, para que minha viagem seja tão fascinante, bela e agradável aos meus olhos... ao meu sentir... sem precisar descarrilhar por qualquer motivo, nem precisar ficar tanto tempo parado nas estações das minhas fases que irei passar... Ver e conhecer tantas pessoas que passarão ao nosso lado, e que farão companhia num curto ou longo espaço de tempo... e quantas vezes nos veremos sozinhos nestes vagões...
Enfim... De pé ou sentado... apreciamos a viagem!

Nota: Sei que fazia tempo que não escrevia, tinha anotações de um tema ali e aqui... mas estava sem inspiração... Tomei vergonha... tive um papo sério comigo e me pus a escrever. Mas só fiz isso também por causa do meu estimado Serzinho garoto ginasial rs... Sei que faz tempo também que não coloco sua pessoa neste singelo espaço, mas logo tudo vai entrar em sua ordem rs... Sempre lhe disse que sua opinião é importante. Thanks My Guy!



sábado, 15 de outubro de 2011

O homem que não conseguia chorar

Estava outro dia conversando numa roda de amigos sobre a sensibilidade das pessoas em geral nos dias atuais.
No ápice do papo, cada um queria saber o que fazia o outro chorar.
Foram ditas muitas cenas tristes, mas também alegres... Mas o engraçado que na hora lembrei de um fato que ocorreu há uns dez anos e que narrei para meus amigos.

Eu estava em um projeto junto com um grupo de amigos de trazer uma peça de teatro a nossa casa no qual fazíamos trabalhos voluntários.
Entre tantas coisas para organizar, tínhamos de montar um palco de uma estrutura mediana razoável, e para isso foi me dado um contato de um senhor que fazia esta montagem de forma filantrópica para este tipo de trabalho.

Enfim, entramos em contato, fiquei esperando toda parafernária no dia combinado ( faltava dois dias para a estréia da peça), e foi quando vi entrando pelo portão, duas carretas enormes! Pensei: Pooorrraaaa, pensei que ia ser algo singelo rsrsr.

Peço ate desculpa agora, porque, vejam só... não lembro nem se rezar uma missa para minha memória, o nome desse senhor, extremamente simpático e de um coração boníssimo. Logo que ele desceu do caminhão, ele estendeu sua mão para a minha e disse:

- Camila! Desculpe o atraso! Prazer em lhe conhecer... Aonde  vai ser montado o palco?!

Pois é.... a coisa foi assim: Prazer e vamos ao trabalho! Adoro este tipo de energia, mas confesso que fiquei receosa pois não saberia se daria tempo na montagem do palco devido a tanta madeira que vi.

Bom, mostrei o local, falei minhas idéias, aonde ficaria as luzes, a aparelhagem de som e demarquei aonde começaria a platéia e teria que terminar o palco.
Ele, apenas anotava e escutava atentamente sem fazer uma pergunta, e outro ponto aqui: tenho receio de quem não faz perguntas: não sei se esta havendo um entendimento do que eu digo e o que esta sendo entendido pela outra parte, mas enfim... foi-se.

O Senhor: Bom, vc vai ficar por aqui, não é?!
Eu: Lógico, fico o tempo que quiserem , até de madrugada rs...
O Senhor: Imagina, nem é para tanto. Montamos isso aqui em 30 a 40 minutos...

Imagina a cara de espanto que eu fiz e não poderia de deixar soltar um:

- Noooosssaaaaaa... mas como assim? É tão rápido?
Senhor: Ah sim: Por que trabalhos com peças pré montadas, é como um quebra-cabeça. Então vamos apenas encaixando e deixando como deve ser.

Magnífico, não?! Rs

Bom, eu apenas sentei e fiquei olhando tudo ser descarregado e montado...

Nestes minutos seguintes, entramos num  papo de interesses em comum: ele queria saber o pq estava neste trabalho voluntário e eu o pq ele fazia este tipo de trabalho gratuitamente. Por que o meu questionamento era: há um custo de tudo...então o que o motivava a faze-lo.

Senhor: Então... é algo complexo. Mas assim, eu faço isso por gratidão a vida, a Deus, ao que seja digno de ser acreditado. Tenho uma frota grande de caminhões devido a muito eventos que fazemos num mês. Mas tinha uma época que eu era muito materialista. Queria trabalhar muito, para ter dinheiro, para ter mais caminhões, para ter mais trabalho e ganhar mais dinheiro e assim poder dá conforto aos meus entes. Não media sacrifícios para isso. Mas um dia, fui com um de meus caminhões fazer um evento, e ouvi um barulho estranho em uma das rodas. Parei o caminhão no acostamento, e fui verificar com o martelo de borracha, não deu tempo, o pneu explodiu  e me arremessou longe... lembro que acordei depois de muito tempo na cama do hospital.

Para quem não sabe: mas quando a o pneu estoura de um caminhão é como se fosse um botijão de gás em sua casa. Meu pai sempre falava sobre isso, pois ele tinha muito receio quando tinha que trocar pneus de caminhões e afins.

O senhor: No fim de tudo, fiquei em coma induzido... meu rosto ficou lastimável... Foi feita vária cirurgias... poderia ter perdido a visão, a vida etc, mas eu só perdi uma coisa e nunca imaginei que isso me faria falta.

Eu: O quê?!

Senhor: Eu não consigo chorar... Perdi minhas glândulas lagrimais... quando tento chorar, e o choro vem, não tem lágrimas... então... sinto que minha emoção, minha alma não é lavada... Sinto-me numa seca, num desespero... Como agora: minha vontade é o choro, só de lhe contar esta história, mas veja, meus olhos nem ficam úmidos.

E nesta hora ele afastou sua pálpebra inferior e me mostrou que realmente o canal tinha sido extirpado.

Eu não tinha o que falar, nem o que pensar muito! Mas eu estava profundamente agradecida por ele ter me contado aquela historia. Pq?! Nem eu sei o pq... Só sei que a vida lapidou aquele homem, e mostrou a ele algo muito profundo a qualquer um que poderia ler este texto.

O palco foi montado, tudo ficou lindo! A peça foi linda e etc!

Quando terminei de narrar esta historia aos meus amigos: Foi um misto de reflexão, de perguntas, de indignação para com a vida, ou seja, cada um entendia da forma que si encontrava.

Eu apenas disse: Eu não se eu agüentaria ficar sem chorar... Vemos tantas amputações de membros, pele, órgãos etc... e as pessoas vivem, mas de uma glândula como esta, que é a única forma de o coração e a alma falar sem precisar de palavras... não sei se viveria. Este senhor não tinha,... e mesmo assim, ele era agradecido, pq ele aprendeu a lição dele, dolorosa, mas foi assim... O homem que não conseguia chorar,... parece até nome de filme, ou mesmo daria uma canção, não?!
Eu acho que vc deveria escrever sobre isso – disse uma amiga.

Poderia... e sei que quando começar a escrever, vou chorar... pois lembrarei do sentimento que me tocou naquele dia. E serei agradecida sempre por sentir elas caírem...


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ternurando...

Ternura: (Meu amigo Aurélio me disse que é um substantivo feminino,... Terno, meiguice, ternura maternal, paternal etc...).

Outro dia uma amiga veio me agradecer pela pequena mensagem de aniversário que tinha escrito a ela. Esta inspiração para escrever para pessoas que são especiais e preciosas para mim, é natural...  Na verdade preciso ter ternura pela pessoa para retratar o que ela significa em minha vida.
Esta amiga de anos a fio, sempre mereceu isso, mas diferente de outros anos ela filosofou assim:

- Amiga, fiquei emocionada com o que vc escreveu para mim... Obrigadíssima (bem enfatizado em todos os “issimas” rs)... Mas tem uma palavra que me tocou muito quando li...

- Qual?
- Vc escreveu ternura. Nossa, acho que ouvi esta palavra quando estava no ginásio, estudando literatura de um poeta qualquer rs.

Minha amiga nunca foi ligada em poemas e literatura etc. Mal sabia que esta palavra estava em risco de extinção dos livros, mas principalmente nos relacionamentos e na vida das pessoas.

- (Risos de minha parte)... Sério que vc gostou dessa palavra? Mas pq?
- Achei que ela tem um som bonito, e realmente não ouço muito ela...
- Que bom que vc gostou pq ela é para mim umas das palavras mais lindas depois da palavra gentil/gentileza. Elas me cativam, dão-me um alento na alma... Não sei explicar, apenas sinto a boa vibração delas...
- Você como sempre, filosofa até o que acho que não tem filosofia nenhuma rs... Mas o que ela significa para vc?
- Como assim? Em qual sentido?
- Sei lá... o que lhe vem na mente quando vc fala isso para alguém etc...
- Engraçado... mas eu nunca pronunciei que sentia isso para alguém pela minha voz... Nunca foi o discurso falado em si. Sempre a escrevi quando queria expressar este laço que sinto por uma pessoa.
Ternura para mim é quando se faz laços profundos de sentimentos puros com alguém, de forma gratuita, sem cobranças, sem julgamentos,... Pessoas ternas são meigas de modo geral... mas nem toda pessoa meiga se faz ternura, pq, é algo espontâneo... Tem gente que é meiga pq não esta de mau humor, ou pq tem que fazer a política da boa vizinhança etc.
- Mas vc é meiga... e tb sinto que vc tem ternura nos seu jeito de ser... Não sei, acho por sermos amigas... vemos-nos com bons olhos... rs
- Pois é,... Rs... Mas muitas pessoas talvez não me vejam assim... Rs. Pq vc só sente que a pessoa é terna, quando vc esta ternurando consigo rs...
- Ternurando???? Rsrsrsrsrs. Boa... Neologismos básicos!!!
- Mas falo sério... vc só é gentil fazendo gentilezas... e vc é terno, quando se faz ternurices rsrsrs...
- Vou começar a usar mais esta palavra...
- Hummmmm, melhor que usar é  praticar com vc... Uma coisa é certo: Só damos ao outro o que temos. Quando sinto que meu estoque esta baixo de alguma coisa, corro atrás de algum prazer que não fazia há tempos, e ponho a trabalhar, para que me encha de novo de algo vale a pena.

Lógico que esta conversa rendeu muito assunto... Mas o que queria passar neste pequeno trecho de conversa é exatamente isso: A ternura que tive com minha amiga neste diálogo... Sem destino para onde ia o papo... e sem querer defender o certo ou errado disto ou daquilo. Penso que os poetas, eles tem isso bem nítido em suas mentes e quando compõe seus poemas. Eles tentam transmitir uma ternura de suas almas, colocam em palavras, para que possamos despertar algum laço de ternura com alguém ou alguma coisa nesta terra. Parece louco, mas podemos viver anos embaixo do mesmo teto com alguém, e não ter nenhum laço de ternura com a mesma. Podemos ter respeito, educação, tolerância etc... e não sermos ternos. Até o Amor, falado e sentido de tantas maneiras e formas pelo ser humano, precisa de um fino laço de ternura para perdurar.

“Que seja Terno, enquanto perdure.”

sábado, 24 de setembro de 2011

O conceito de articular.

Muitas pessoas já me perguntaram o porquê do nome do blog de ARTCULAÇÕES.
Sempre fui muito ligada a artes e suas manifestações em geral desde minha adolescência. Acompanho e estudo sempre que possível às mudanças culturais e novas idéias do meio onde vou convivendo ali e aqui.
Mas para chegar ao nome e a explicação do mesmo, devo iniciar o conceito que aprendi com um professor; de que articular não é movimento, mas sim, ligação. Como assim?
Trazemos uma idéia ginasial, de que, as articulações do nosso corpo são responsáveis pelo nosso movimento das junturas (e não juntas). Eu sempre tive este conceito e carreguei-o por um longo tempo, até o dia que numa aula de anatomia básica, sobre as classificações articulatórias do nosso corpo, veio esta explicação do professor:

- Vamos tirar esta idéia de que articulação se resume apenas a movimentos das partes móveis do nosso corpo... Não é isso, há articulações em nosso corpo, que não se movem, apenas fazem a ligação com outras extremidades ósseas, ou seja,... Articulação é a ligação de nossos ossos, todos, sem exceção... Há partes articuladas móveis, e outras não... Como por exemplo, os ossos que constituem o crânio humano... Não há movimento nele, mas uma ligação fibrosa... Uma articulação, um ligamento, uma junção etc. Há articulação do estomago junto com o diafragma... Ou seja, há uma junção ali... E este órgão não tem a mesma estrutura de um joelho, mas existe uma ligação... E isso, é em tudo na natureza humana... Com as pessoas e na vida. Por mais que vc se ache articulando sozinho, vc esta em ligação com alguma coisa. Mesmo que isso seja ignorado... Mas só se percebe, quando se perde esta ligação, ou parte dela... E que as coisas começam a ficar difíceis. Eis que vc lembra, que tudo precisa de um conjunto para ser trabalhado... E quando estudamos o corpo humano, vemos nitidamente isso. Em toda sua beleza, em toda sua fragilidade.

Confesso que nunca esqueci esta aula... Meu professor filosofou muito... E poderia dissertar mais sobre o conceito que acabava de passar. Lógico que acabei vendo meu próprio modo de articular na vida de modo diferente. E não teria nome melhor para colocar numa plataforma de idéias do que este.
Ligando-me a tudo que acho belo e necessário para meu trabalho intelectual, emocionais e afins. Por isso a arte de articular, ou seja, a arte de passar a minha visão sobre o mundo e a vida em que acredito, sem ser agressiva ou impondo algo que nem mesmo eu gostaria que alguém colocasse. Música, desenhos, pinturas, livros, poesia, filmes e a própria filosofia da vida, fazem parte desse meu mundo tão articular.
Tenho um prazer enorme em escrever... Tão espontâneo e singelo como o ato de respirar...
E há uma frase resume bem sobre isso: “escrevo para esvaziar minha mente, e encher meu coração.”
As idéias fervilham, preciso passar para frente,... Fazer um “parto” constante delas... E depois meu coração se alegra e acalma... E um sentimento de paz enche meu coração... Acho que os escritores sentem isso... De alguma maneira e começo a perceber o prazer que sentem e isso se torna um vicio... No bom sentido.
Desejo escrever sobre muitos assuntos, mas que ainda não me sinto madura o suficiente para expô-los a mim e as pessoas que leriam eles. O ato de orientar uma pessoa já é de grande responsabilidade... Escrever acho o dobro... Porque o registro de palavras num papel é uma constante releitura de suas verdades... E nem falo de certo ou errado, mas daquilo que temos um carinho e cuidado incrível de ser transmitido, é o outro lado da escrita: o risco, como tudo na vida.
Portanto, articulem e aproveitem o resultado dessas junturas (e nunca juntas rs!)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Funk Cult - Marcelo Adnet - Gaiola das Cabeçudas

sábado, 10 de setembro de 2011

Entrando na Cilada

Pois é... a semana tinha sido terrível! 
Terrível no aspecto de chateações mesmo,... é difícil quando acontece fatos que temos que fazer um desligamento de pessoas e lugares.
Naquela sexta, resolvi sair sem destino, ou melhor, numa cidade como SP, a única coisa que vi em meu caminho foi o Shopping. Ainda bem que não sou uma neurótica compulsiva... O máximo que me bate é uma melancolia, e se pudesse sairia em viagem sem volta... Mas como ainda sou da classe realista brasileira,... Resolvi escolher um filme, para dar uma descontraída... 
Bom, sabia o que queria ver... tinha ouvido minha amiga me contar que o Cilada.com era uma boa opção... 
Lá estou eu na fila do ingresso, quando vejo aquela 'pessoa'... Sabe aquela pessoa, que vc não quer encontrar, pq vai ficar t alugando com histórias furadas, chatas, problemáticas, cansativas ( e tudo mais de ruim que vc queira por ai)... foi isso que vi... e percebi que ela tb tinha me visto. O que fazer? Sair da fila correndo como se tivesse sido descoberta por federais? Fingir que atende o celular? Fingir qualquer outra coisa, mas menos falar com a cidadã... Poderia falar qualquer outro dia, menos hoje! 
Hoje estou na fossa... sem saco ( se tivesse um)! Mas não tô nem para mim direito.
Mas comprei o ingresso e saindo do guichê, eis que a pessoa me aborda de maneira quase brutal, me agarrando pelo braço e dizendo em voz macabra: "AAAAAaaaaaaahhhh.. pensou que eu não tinha de visto!? Que filme vc vai assistir? Eu vou assistir o Cilada...."
Que pânico! Por favor não façam isso! Quando as pessoas querem falar com vc, ambos sentirão os corpos se encontrarem aonde for... baterá ate uma felicidade quando vc ver alguém em tais circunstância, mas não era meu caso ali...
"Então... eu não... Vou ver outro... ( riso amarelo)
"Qual?"
" Então... eu vou ver.. deixo ver... qual o nome mesmo... o tal do Harry Porter... ou é os Piratas... enfim... eu preciso ir.. pq vou comer ainda e estou atrasada... a gente se fala... que bom t ver... bom filme e tchau"
E saindo sem dar muita explicação...
Sei que não foi uma das maneiras mais educadas, não gostaria que alguém fizesse isso comigo, mas pedi mil desculpas a mim por tal comportamento... não tinha cabeça para conversas...

Enfim, entrei na sala... a sessão começou. E foi quando achei que poderia relaxar a mente... Ouço meu nome:
" Cá... Cá... é vc? "
Reconheci a voz... e vinha da fileira de trás... nem queiram saber... Sai de forma tão furtiva, que de certo parecia mais uma fuga de quem estava devendo para a lojista da esquina e que infelizmente ambas tinham se encontrado ali, naquela sala...

Fui sentar beijando a telona... Mas pelo menos poderia assistir com calma... e foi isso que ocorreu...

Tive altos comas risonhos... nem sem em que nível mais. Mas o roteiro e o tempo do desenrolar da história são ótimos e adoráveis.
Um humor bem simples... e que dá sentido a tudo. Tudo que precisava naquele momento: Debochar.
Fazer um grande deboche para o que estava ocorrendo naquela semana... e com certeza o problema iria ficar envergonhado.. e sairia da minha vida para me deixar em paz. A personagem principal, por mais ciladas que ocorressem, seu comportamento era sempre acertar, de alguma maneira... não importando os meios era apenas acertar e resgatar sua alto estima masculina.
Tenho que fazer aqui uma ressalva: Bruno está um must! Um charme só! Sempre acompanhei de vez em outra seus trabalhos, mas foi no canal multishow que vi todo o seu talento.
Para quem lê este post, aconselho: Assistam o Cilada.com... vale muito a pena... é leve e com uma sacada irônica no ponto certo. Ainda bem que li, que virá Cilada. com 2!
E salve o humor!



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Aos 29



A letra dessa música composta por Renato Russo, além de falar sobre a luta dele contra a Aids... fala em especial dos ciclos da vida. Muitos perguntam pq 29? Alguns dizem que é nesta fase, que renascemos de novo a fim de renovar, triar e renascer pela segunda vez após seu primeiro nascimento que foi há 29 anos. Alguns astrólogos explicam que o planeta Saturno demora 29 anos para dar a volta ao Sol... e sob esta influência chega o momento de encerramento do primeiro ciclo, dentre muitos outros que ocorrerão... e por isso dá a sensação que tudo esta fugindo de suas mãos... muitas finalizações etc. Fica o que vale, o que é bom, útil... o resto, simplesmente some que nem pó. Renato retrata isso num trecho em sua canção.
Confesso, que se vc prestar atenção, aqueles que já passaram dos 29 ou que estão em tal idade...perceba as mudanças. Eu vivenciei esta fase... e senti uma mudança de 180 graus em minha vida... e Peço sempre que fique o que é válido...  o que não for... Vá para algum lugar desse Universo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Humanizando macacos!


Este foi um dos assuntos que mais filosofei com minhas amigas, após irmos assistir o filme Planeta dos Macacos : a origem.
Confesso que para minhas exigências cinematográficas, foi o melhor filme desse ano. Menciono tanto o roteiro, efeitos especiais e sem sombra de dúvida a fidelidade ao primeiro filme estreado em meandros dos anos de 68.
Tinha em minha mente, o contexto da ficção cientifica, mas os detalhes fazem a diferença neste filme. Tentando mostrar aonde o homem, em toda sua inteligência, errou e continua errando, pondo em xeque-mate o futuro de toda a humanidade.
Meus estudos acadêmicos mostram que esta manipulação  da vida e seus limites tão desconhecidos são a base do filme.
No Filme de 68, já começa com o grande conflito de um dos tripulantes da nave, perdida há anos luz pelo espaço, sobre o que foi feito da vida terrena... e se teremos um dia, a luz de nossa insignificância perante o Universo. “Sinto-me vazio, uma solidão sem limites” – esta é a verdade conclusiva do astronauta.
O que mais chamou a minha reflexão ao filme, foram os detalhes colocados durante o longa, sobre pontos feitos com os humanos no ano de 68. Na origem, os macacos são tratados como tal, macacos. E o de 68, humanos são tratados como feras bestiais, para mim, pior do que macacos. Sem chance para os direitos humanos e afins.
Acredito que a cena que mais tocou meu coração, é o questionamento de César ( o macaco super inteligente e humano) sobre o que ele é. Quem sou? Um animal de estimação? Um humano? Um filho? Ou nada? E a partir daí, uma série de eventos mostra a vontade de si libertar, em formato de rebelião contra a estupidez humana em questão.
César não apenas queria seu direito ao mundo, liberdade e afins, mas saber aonde cabe a sua parte no mundo... e qual mundo? Este mesmo que enfrentamos todos os dias, com choro ou sem choro, ele esta ai nos desafiando como uma verdadeira fera em seus redutos.
Para meu entendimento, César foi o macaco com alma mais humana que pude ter contato como pessoa. Vendo todas as expressões de dor à felicidade, da negação, rejeição e conquista dos seus colegas macacos rumo a liberdade... fiquei feliz que uma obra como esta pode ser retrata com tanta inteligência e sensibilidade.
O alerta foi bem colocado em todos os diálogos sobre a fragilidade humana perante a natureza e sua incontestável evolução.
Sinto que não estamos longe disso... não no sentido que o filme coloca sobre o fim da humanidade, mas no sentido de valores, bom senso, caráter... gentilezas.
César, como verdadeiro símio de sua espécie, mostra que não basta nascer homem, para se dizer humano ou pelo menos, esperamos tais demonstrações de virtudes assim. Mas sim, muito além disso, é preciso ser: Ai esta o sentido da palavra: SER HUMANO. Ser correto, ser sensível, ser algo muito maior que achamos que somos... e pelo filme teremos a idéia de não evoluir “quase” nada... mas que ainda há uma chance, e que ela não comece tarde.