quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ternurando...

Ternura: (Meu amigo Aurélio me disse que é um substantivo feminino,... Terno, meiguice, ternura maternal, paternal etc...).

Outro dia uma amiga veio me agradecer pela pequena mensagem de aniversário que tinha escrito a ela. Esta inspiração para escrever para pessoas que são especiais e preciosas para mim, é natural...  Na verdade preciso ter ternura pela pessoa para retratar o que ela significa em minha vida.
Esta amiga de anos a fio, sempre mereceu isso, mas diferente de outros anos ela filosofou assim:

- Amiga, fiquei emocionada com o que vc escreveu para mim... Obrigadíssima (bem enfatizado em todos os “issimas” rs)... Mas tem uma palavra que me tocou muito quando li...

- Qual?
- Vc escreveu ternura. Nossa, acho que ouvi esta palavra quando estava no ginásio, estudando literatura de um poeta qualquer rs.

Minha amiga nunca foi ligada em poemas e literatura etc. Mal sabia que esta palavra estava em risco de extinção dos livros, mas principalmente nos relacionamentos e na vida das pessoas.

- (Risos de minha parte)... Sério que vc gostou dessa palavra? Mas pq?
- Achei que ela tem um som bonito, e realmente não ouço muito ela...
- Que bom que vc gostou pq ela é para mim umas das palavras mais lindas depois da palavra gentil/gentileza. Elas me cativam, dão-me um alento na alma... Não sei explicar, apenas sinto a boa vibração delas...
- Você como sempre, filosofa até o que acho que não tem filosofia nenhuma rs... Mas o que ela significa para vc?
- Como assim? Em qual sentido?
- Sei lá... o que lhe vem na mente quando vc fala isso para alguém etc...
- Engraçado... mas eu nunca pronunciei que sentia isso para alguém pela minha voz... Nunca foi o discurso falado em si. Sempre a escrevi quando queria expressar este laço que sinto por uma pessoa.
Ternura para mim é quando se faz laços profundos de sentimentos puros com alguém, de forma gratuita, sem cobranças, sem julgamentos,... Pessoas ternas são meigas de modo geral... mas nem toda pessoa meiga se faz ternura, pq, é algo espontâneo... Tem gente que é meiga pq não esta de mau humor, ou pq tem que fazer a política da boa vizinhança etc.
- Mas vc é meiga... e tb sinto que vc tem ternura nos seu jeito de ser... Não sei, acho por sermos amigas... vemos-nos com bons olhos... rs
- Pois é,... Rs... Mas muitas pessoas talvez não me vejam assim... Rs. Pq vc só sente que a pessoa é terna, quando vc esta ternurando consigo rs...
- Ternurando???? Rsrsrsrsrs. Boa... Neologismos básicos!!!
- Mas falo sério... vc só é gentil fazendo gentilezas... e vc é terno, quando se faz ternurices rsrsrs...
- Vou começar a usar mais esta palavra...
- Hummmmm, melhor que usar é  praticar com vc... Uma coisa é certo: Só damos ao outro o que temos. Quando sinto que meu estoque esta baixo de alguma coisa, corro atrás de algum prazer que não fazia há tempos, e ponho a trabalhar, para que me encha de novo de algo vale a pena.

Lógico que esta conversa rendeu muito assunto... Mas o que queria passar neste pequeno trecho de conversa é exatamente isso: A ternura que tive com minha amiga neste diálogo... Sem destino para onde ia o papo... e sem querer defender o certo ou errado disto ou daquilo. Penso que os poetas, eles tem isso bem nítido em suas mentes e quando compõe seus poemas. Eles tentam transmitir uma ternura de suas almas, colocam em palavras, para que possamos despertar algum laço de ternura com alguém ou alguma coisa nesta terra. Parece louco, mas podemos viver anos embaixo do mesmo teto com alguém, e não ter nenhum laço de ternura com a mesma. Podemos ter respeito, educação, tolerância etc... e não sermos ternos. Até o Amor, falado e sentido de tantas maneiras e formas pelo ser humano, precisa de um fino laço de ternura para perdurar.

“Que seja Terno, enquanto perdure.”

sábado, 24 de setembro de 2011

O conceito de articular.

Muitas pessoas já me perguntaram o porquê do nome do blog de ARTCULAÇÕES.
Sempre fui muito ligada a artes e suas manifestações em geral desde minha adolescência. Acompanho e estudo sempre que possível às mudanças culturais e novas idéias do meio onde vou convivendo ali e aqui.
Mas para chegar ao nome e a explicação do mesmo, devo iniciar o conceito que aprendi com um professor; de que articular não é movimento, mas sim, ligação. Como assim?
Trazemos uma idéia ginasial, de que, as articulações do nosso corpo são responsáveis pelo nosso movimento das junturas (e não juntas). Eu sempre tive este conceito e carreguei-o por um longo tempo, até o dia que numa aula de anatomia básica, sobre as classificações articulatórias do nosso corpo, veio esta explicação do professor:

- Vamos tirar esta idéia de que articulação se resume apenas a movimentos das partes móveis do nosso corpo... Não é isso, há articulações em nosso corpo, que não se movem, apenas fazem a ligação com outras extremidades ósseas, ou seja,... Articulação é a ligação de nossos ossos, todos, sem exceção... Há partes articuladas móveis, e outras não... Como por exemplo, os ossos que constituem o crânio humano... Não há movimento nele, mas uma ligação fibrosa... Uma articulação, um ligamento, uma junção etc. Há articulação do estomago junto com o diafragma... Ou seja, há uma junção ali... E este órgão não tem a mesma estrutura de um joelho, mas existe uma ligação... E isso, é em tudo na natureza humana... Com as pessoas e na vida. Por mais que vc se ache articulando sozinho, vc esta em ligação com alguma coisa. Mesmo que isso seja ignorado... Mas só se percebe, quando se perde esta ligação, ou parte dela... E que as coisas começam a ficar difíceis. Eis que vc lembra, que tudo precisa de um conjunto para ser trabalhado... E quando estudamos o corpo humano, vemos nitidamente isso. Em toda sua beleza, em toda sua fragilidade.

Confesso que nunca esqueci esta aula... Meu professor filosofou muito... E poderia dissertar mais sobre o conceito que acabava de passar. Lógico que acabei vendo meu próprio modo de articular na vida de modo diferente. E não teria nome melhor para colocar numa plataforma de idéias do que este.
Ligando-me a tudo que acho belo e necessário para meu trabalho intelectual, emocionais e afins. Por isso a arte de articular, ou seja, a arte de passar a minha visão sobre o mundo e a vida em que acredito, sem ser agressiva ou impondo algo que nem mesmo eu gostaria que alguém colocasse. Música, desenhos, pinturas, livros, poesia, filmes e a própria filosofia da vida, fazem parte desse meu mundo tão articular.
Tenho um prazer enorme em escrever... Tão espontâneo e singelo como o ato de respirar...
E há uma frase resume bem sobre isso: “escrevo para esvaziar minha mente, e encher meu coração.”
As idéias fervilham, preciso passar para frente,... Fazer um “parto” constante delas... E depois meu coração se alegra e acalma... E um sentimento de paz enche meu coração... Acho que os escritores sentem isso... De alguma maneira e começo a perceber o prazer que sentem e isso se torna um vicio... No bom sentido.
Desejo escrever sobre muitos assuntos, mas que ainda não me sinto madura o suficiente para expô-los a mim e as pessoas que leriam eles. O ato de orientar uma pessoa já é de grande responsabilidade... Escrever acho o dobro... Porque o registro de palavras num papel é uma constante releitura de suas verdades... E nem falo de certo ou errado, mas daquilo que temos um carinho e cuidado incrível de ser transmitido, é o outro lado da escrita: o risco, como tudo na vida.
Portanto, articulem e aproveitem o resultado dessas junturas (e nunca juntas rs!)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Funk Cult - Marcelo Adnet - Gaiola das Cabeçudas

sábado, 10 de setembro de 2011

Entrando na Cilada

Pois é... a semana tinha sido terrível! 
Terrível no aspecto de chateações mesmo,... é difícil quando acontece fatos que temos que fazer um desligamento de pessoas e lugares.
Naquela sexta, resolvi sair sem destino, ou melhor, numa cidade como SP, a única coisa que vi em meu caminho foi o Shopping. Ainda bem que não sou uma neurótica compulsiva... O máximo que me bate é uma melancolia, e se pudesse sairia em viagem sem volta... Mas como ainda sou da classe realista brasileira,... Resolvi escolher um filme, para dar uma descontraída... 
Bom, sabia o que queria ver... tinha ouvido minha amiga me contar que o Cilada.com era uma boa opção... 
Lá estou eu na fila do ingresso, quando vejo aquela 'pessoa'... Sabe aquela pessoa, que vc não quer encontrar, pq vai ficar t alugando com histórias furadas, chatas, problemáticas, cansativas ( e tudo mais de ruim que vc queira por ai)... foi isso que vi... e percebi que ela tb tinha me visto. O que fazer? Sair da fila correndo como se tivesse sido descoberta por federais? Fingir que atende o celular? Fingir qualquer outra coisa, mas menos falar com a cidadã... Poderia falar qualquer outro dia, menos hoje! 
Hoje estou na fossa... sem saco ( se tivesse um)! Mas não tô nem para mim direito.
Mas comprei o ingresso e saindo do guichê, eis que a pessoa me aborda de maneira quase brutal, me agarrando pelo braço e dizendo em voz macabra: "AAAAAaaaaaaahhhh.. pensou que eu não tinha de visto!? Que filme vc vai assistir? Eu vou assistir o Cilada...."
Que pânico! Por favor não façam isso! Quando as pessoas querem falar com vc, ambos sentirão os corpos se encontrarem aonde for... baterá ate uma felicidade quando vc ver alguém em tais circunstância, mas não era meu caso ali...
"Então... eu não... Vou ver outro... ( riso amarelo)
"Qual?"
" Então... eu vou ver.. deixo ver... qual o nome mesmo... o tal do Harry Porter... ou é os Piratas... enfim... eu preciso ir.. pq vou comer ainda e estou atrasada... a gente se fala... que bom t ver... bom filme e tchau"
E saindo sem dar muita explicação...
Sei que não foi uma das maneiras mais educadas, não gostaria que alguém fizesse isso comigo, mas pedi mil desculpas a mim por tal comportamento... não tinha cabeça para conversas...

Enfim, entrei na sala... a sessão começou. E foi quando achei que poderia relaxar a mente... Ouço meu nome:
" Cá... Cá... é vc? "
Reconheci a voz... e vinha da fileira de trás... nem queiram saber... Sai de forma tão furtiva, que de certo parecia mais uma fuga de quem estava devendo para a lojista da esquina e que infelizmente ambas tinham se encontrado ali, naquela sala...

Fui sentar beijando a telona... Mas pelo menos poderia assistir com calma... e foi isso que ocorreu...

Tive altos comas risonhos... nem sem em que nível mais. Mas o roteiro e o tempo do desenrolar da história são ótimos e adoráveis.
Um humor bem simples... e que dá sentido a tudo. Tudo que precisava naquele momento: Debochar.
Fazer um grande deboche para o que estava ocorrendo naquela semana... e com certeza o problema iria ficar envergonhado.. e sairia da minha vida para me deixar em paz. A personagem principal, por mais ciladas que ocorressem, seu comportamento era sempre acertar, de alguma maneira... não importando os meios era apenas acertar e resgatar sua alto estima masculina.
Tenho que fazer aqui uma ressalva: Bruno está um must! Um charme só! Sempre acompanhei de vez em outra seus trabalhos, mas foi no canal multishow que vi todo o seu talento.
Para quem lê este post, aconselho: Assistam o Cilada.com... vale muito a pena... é leve e com uma sacada irônica no ponto certo. Ainda bem que li, que virá Cilada. com 2!
E salve o humor!



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Aos 29



A letra dessa música composta por Renato Russo, além de falar sobre a luta dele contra a Aids... fala em especial dos ciclos da vida. Muitos perguntam pq 29? Alguns dizem que é nesta fase, que renascemos de novo a fim de renovar, triar e renascer pela segunda vez após seu primeiro nascimento que foi há 29 anos. Alguns astrólogos explicam que o planeta Saturno demora 29 anos para dar a volta ao Sol... e sob esta influência chega o momento de encerramento do primeiro ciclo, dentre muitos outros que ocorrerão... e por isso dá a sensação que tudo esta fugindo de suas mãos... muitas finalizações etc. Fica o que vale, o que é bom, útil... o resto, simplesmente some que nem pó. Renato retrata isso num trecho em sua canção.
Confesso, que se vc prestar atenção, aqueles que já passaram dos 29 ou que estão em tal idade...perceba as mudanças. Eu vivenciei esta fase... e senti uma mudança de 180 graus em minha vida... e Peço sempre que fique o que é válido...  o que não for... Vá para algum lugar desse Universo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Humanizando macacos!


Este foi um dos assuntos que mais filosofei com minhas amigas, após irmos assistir o filme Planeta dos Macacos : a origem.
Confesso que para minhas exigências cinematográficas, foi o melhor filme desse ano. Menciono tanto o roteiro, efeitos especiais e sem sombra de dúvida a fidelidade ao primeiro filme estreado em meandros dos anos de 68.
Tinha em minha mente, o contexto da ficção cientifica, mas os detalhes fazem a diferença neste filme. Tentando mostrar aonde o homem, em toda sua inteligência, errou e continua errando, pondo em xeque-mate o futuro de toda a humanidade.
Meus estudos acadêmicos mostram que esta manipulação  da vida e seus limites tão desconhecidos são a base do filme.
No Filme de 68, já começa com o grande conflito de um dos tripulantes da nave, perdida há anos luz pelo espaço, sobre o que foi feito da vida terrena... e se teremos um dia, a luz de nossa insignificância perante o Universo. “Sinto-me vazio, uma solidão sem limites” – esta é a verdade conclusiva do astronauta.
O que mais chamou a minha reflexão ao filme, foram os detalhes colocados durante o longa, sobre pontos feitos com os humanos no ano de 68. Na origem, os macacos são tratados como tal, macacos. E o de 68, humanos são tratados como feras bestiais, para mim, pior do que macacos. Sem chance para os direitos humanos e afins.
Acredito que a cena que mais tocou meu coração, é o questionamento de César ( o macaco super inteligente e humano) sobre o que ele é. Quem sou? Um animal de estimação? Um humano? Um filho? Ou nada? E a partir daí, uma série de eventos mostra a vontade de si libertar, em formato de rebelião contra a estupidez humana em questão.
César não apenas queria seu direito ao mundo, liberdade e afins, mas saber aonde cabe a sua parte no mundo... e qual mundo? Este mesmo que enfrentamos todos os dias, com choro ou sem choro, ele esta ai nos desafiando como uma verdadeira fera em seus redutos.
Para meu entendimento, César foi o macaco com alma mais humana que pude ter contato como pessoa. Vendo todas as expressões de dor à felicidade, da negação, rejeição e conquista dos seus colegas macacos rumo a liberdade... fiquei feliz que uma obra como esta pode ser retrata com tanta inteligência e sensibilidade.
O alerta foi bem colocado em todos os diálogos sobre a fragilidade humana perante a natureza e sua incontestável evolução.
Sinto que não estamos longe disso... não no sentido que o filme coloca sobre o fim da humanidade, mas no sentido de valores, bom senso, caráter... gentilezas.
César, como verdadeiro símio de sua espécie, mostra que não basta nascer homem, para se dizer humano ou pelo menos, esperamos tais demonstrações de virtudes assim. Mas sim, muito além disso, é preciso ser: Ai esta o sentido da palavra: SER HUMANO. Ser correto, ser sensível, ser algo muito maior que achamos que somos... e pelo filme teremos a idéia de não evoluir “quase” nada... mas que ainda há uma chance, e que ela não comece tarde.




domingo, 4 de setembro de 2011

Tantra



Esta música é da banda Tantra, gravada em 1996. Na verdade ela foi citada em uma conversa sobre um dos posts do blog ( Conversando sobre Peanuts - sua vez Lucy), aonde meu estimado garoto, lembrou de um trecho da música que retrata muito bem, quando não somos correspondidos em nosso amor, ele se transforma em ódio de forma inexplicável.

" Construi meu castelo com as pedras que lhe atirei..."

Boas letras... otimas melodias!