sábado, 23 de junho de 2012

Zumbizando....

Poderia mencionar aqui várias conversas que me deram a idéia e a vontade de escrever sobre este personagem um tanto esquisito... (esta é a única palavra que me vem a mente agora).
Tenho amigos que adoram zumbis... suas histórias que estão inseridas, seriados, revistas... etc... Como tem aqueles que odeiam ( eu faço parte disso rs).
Não vejo graça, nunca vi... e dificilmente verei. Zumbis viraram até modismo de protesto hoje em dia. Walking dead é um prova disso. Há camisetas, jogos, posteres, música, banda e até gente que si tattoou como um zumbi?! ( vê se pode?! Imaginem o cara quando tiver seu corpo todo enrugado, velhinho... ZUMBI!). A idéia mais famosa de zumbi e que rendeu muitos $$$$ para Michael Jackson foi Thriller. A minha imagem de zumbi que tenho é daquela dança clássica dos anos 80. Mas porque motivo, razão e circunstância usar e enfiar esta idéia de zumbis na mídia e afins?!
Vamos por partes como diria nosso colega Chico Picadinho...
Primeiro: de onde surgiram os zumbis???? Resposta: ninguém sabe ao certo. O que sabe que o zumbi clássico: aquele que vive no pântano ou no cemitério foi amaldiçoado por sei lá quem, não sei quando... Lógico por alguém que não gostava muito dessa pessoa enquanto viva-viva. Detalhe: zumbis são mortos-vivos, ou seja, aparentemente vivem mas são alienados... numa especie de transe. O que faz um morto-vivo? Resposta 2: Nada... só enche o saco! Pensa naquele ser que enche o saco?! É isso! 
Segundo: Ao passar dos anos, surgiram vários tipos zumbis. Uns mais alienados que outros. Mais devagar que outros... Mas falantes que outros.. e acreditem, hoje em dia, até já falam meia dúzias de palavras com algum sentido no mundo deles.
Terceiro: Qual a função de um zumbi em qualquer história de terror que se preste? Resposta: Nadaaa!!!! Só serve para o mocinho fugir... para a mocinha gritar... e o mocinho vim ajudar... e em seguida ele solta uma faca, um tiro ou qualquer coisa que tenha na hora e PUFT... sangue pra todo lado! O zumbi vai morrer? Resposta da retórica: Lógico que não! Por incrivel que pareça... eles não morrem com qualquer coisa.... pelo até onde entendi, eles querem comer pessoas, de preferencia seus cerebros.
Chegamos ao ponto da única coisa que fiz analogia com Zumbis, e a vida que levamos nesse nosso mundinho... Pessoas que encontramos em nossa caminhada que comem (figurando), nosso cerebro, nosso tempo, nossa liberdade, nossa energia... qualquer coisa que você tenha de precioso... sempre haverá um zumbi. 
Como sinto que estou com meu humor pra lá de ácido... Acredito que o cara que inventou o zumbi em quadrinhos ou em outro momento, queria mostrar isso: Há zumbis entre nós, e eles nem são tão assustadores, mas fazem estragos terríveis, uma praga diria... E se deixar eles se aproximarem muito... Comem tudo... comem seu cérebro, com conversas intermináveis que não levarão há lugar algum... com ideias de culpismo, vitimismo, ou alguma coisa do gênero. Andam por ai, com suas vidinhas aparentemente normais, alienados, achando que são muita coisa (mas de fato não são), e tentam alienar pessoas como eu ou você que esta lendo este texto e na qual espero que não tenha sido atacado por tais seres...
Mas outra coisa que penso sobre esta idéia do tal morto-vivo, e o porque das pessoas terem o medo-pânico sobre esta figura seja este: o tal medo de morrer que carregamos por milênios, desde nossos ancestrais. Morrer é ruim... ser morto-vivo é pior ainda... está num mundo paralelo surtado, sem saber ao certo quem é e para onde vai... receita de medo extremo. Ver ainda um corpo se deformando, em putrefação, e andando em sua direção... e que nada o que você fizer vai pará-lo... e ainda quer comer seu cerebro!!! Não tem muito o que pensar... além do medo. O zumbi seria a prova de que não morremos mesmo?! Por que o destino do zumbi é tão ruim? Ele foi uma pessoa "viva", então porque o destino de ser zumbi?! 
Digo mais: todo ser do mal, trevas, submundo, demoníaco, etc e etc... Tenha certeza: fora inspirado em algum ser humano... Dúvida?!
Aquele filme do palhaço assassino, foi inspirado num cara nos EUA, que se vestia de palhaço, e abusava de meninos e os matavam. Descobriram depois que sua casa começou a exalar um cheiro fétido e os policias foram em busca... e lá estava os corpos de todos os meninos desaparecidos. Por isso odeio palhaços... Odeio muita coisa que não faça sentido. Mas como o texto é uma narrativa desesperada de colocar minhas ideias a ponto de entender o porque de tal ojeriza. Todo filme de terror e seus personagens sempre mostram o pior do ser humano.. de uma maneira lúdica e fictícia.. está lá para quem quer ver. A alma humana tem um lado podre. O filme que mais mostra isso ao meu ver, é Os Jogos Mortais 1... Ali é bem claro o porque o cara faz tudo aquilo com as tais pessoas que passam por suas atrocidades: "Mas você não queria fazer isso com ele? Matá-lo?"- essa é uma das frases do diálogo do assassino-louco. Pois é, pensei em matar, pensei em esfolar, degolar, decapitar, queimar em óleo, seja o que for... já pensamos em acabar com a  vida de alguém na mente... o que o cara fez foi apenas expor isso ( e nem estou sendo a favor, please! apenas filosofando sobre).
Aconselho quem puder... assistam algum filme sobre nossos "amiguinhos"... Com esta ótica o porque eles matam as pessoas.... e se possível, se alguém descobrir: Quem criou eles? Para onde eles vão??? 
Continuo no próximo post...







quinta-feira, 21 de junho de 2012

A razão e a paixão

Vossa alma é freqüentemente um campo de batalha onde vossa razão e vosso juízo combatem contra vossa paixão e vosso apetite.

Pudesse eu ser o pacificador de vossa alma, transformando a discórdia e a rivalidade entre vossos elementos em união e harmonia.

Mas como poderei fazê-lo, a menos que vós próprios sejais também pacificadores, mais ainda, enamorados de todos vossos elementos?
Vossa razão e vossa paixão são o leme e as velas de vossa alma navegante.
Se vossas velas ou vosso leme se quebram, só podereis ficar derivando ou permanecer imóveis no meio do mar.
Pois a razão, reinando sozinha, restringe todo impulso; e a paixão, deixada a si, é um fogo que arde até sua própria destruição.
Portanto, que vossa alma eleve vossa razão à altura de vossa paixão, para que ela possa cantar;
E que dirija vossa paixão a passo com a razão, para que ela possa viver numa ressurreição cotidiana e, tal a fênix, renascer de suas próprias cinzas.
Gostaria que tratásseis vosso juízo e vosso apetite como trataríeis dois hóspedes amados em vossa casa.
Certamente não honraríeis a um hóspede mais do que ao outro; pois quem procura tratar melhor a um dos dois, perde o amor e a confiança de ambos.

Entre colinas, quando vos sentardes à sombra fresca dos álamos brancos, partilhando da paz e da serenidade dos campos e dos prados distantes, então que vosso coração diga em silêncio: “Deus repousa na Razão”.
E quando bramir a tempestade, e o vento poderoso sacudir a floresta, e o trovão e o relâmpago proclamarem a majestade do céu, então que vosso coração diga com temor e respeito: “Deus age na Paixão”.
E já que sois um sopro na esfera de Deus e uma folha na floresta de Deus, também devereis descansar na razão e agir na paixão.

- Khalil Gibran

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O início, o fim e o meio

Outro dia estava meditando um pouco antes de acordar para mais um labuta, quando lembrei da letra da música de Raul Seixas - Gita. Sempre achei esta música, assim como a letra, muito reflexiva sobre vários aspectos... mas quando no final dela, quando ele começa a dizer... Eu sou inicio, o fim e o meio... Sempre me perguntei porque o sentido da ordem dos fatos?! Por que o meio ficou no fim e o fim ficou no meio?! rs... Confuso?! Não muito...
Acredito, sem questionar nem um pouco, que a vida é feita de ciclos. Muitos... mas muitos mesmosssss!!!!
Estes ciclos podem ser desde pequenos, grandes, longos, curtos... ou tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, e variando conforme o grau e ritmo em setores da sua vida.
Mas creio que a sacada que mais veio a minha mente foi esta: 
Há ciclos na sua vida que você levará uma vida inteira para finalizar... e não finalizaremos por várias razões que não vem ao caso neste texto...outras, teremos ciclos de médio porte, que poderiamos citar mudanças de idades, décadas, lugares, emprego, pessoas, o que vier em sua mente...
E existirá ainda, ciclos muito pequenos.... pequeninos mesmo... que podem durar.... Semanas, dias... horas... minutos... Pode ser decisões, pensamentos, um adeus ou um seja bem-vindo,... uma lembrança com gosto de várias saudades do que e não sei de quem.... Estes pequenos quase imperceptíveis, são os mais cruéis e ao mesmo tempo os melhores. Não estou sendo contraditória, pois você pode ter acumulos de pequenos ciclos e nem saber qual mais está vivendo... pois não deixou que o meio fosse o fim.
Faço uma ressalva aqui aos ciclos pequenos, aqueles que duram um dia. Pense algum fato em sua vida...  algo bem significativo a ti.... e puxe na memoria, com muita calma... sem afobação... o máximo de detalhes que compuseram aquele dia. Desde a hora que você acordou até o momento que seu corpo repousou na cama. Pode ter certeza, que você irá se surpreender o ciclo que você deu incio.... na qual quis finalizar... e ficou com a sensação de ter ficado no meio do caminho ( poxa... queria mais, ou, queria que tivesse terminado logo). Resumindo: durante o passar de um dia, você teve um começo, um meio e um fim para contar ok?! Mas temos a liberdade de inciar várias coisas, que de certo terá um fim ( porque o consolo nesta vida é que tudo passa, alegria ou tristeza, elas passam), mas você sempre estará e será o meio do ciclo. Agora imagina isso no passar de uma vida toda? 
Raul Seixas, sabia o que estava dizendo: Existe, crendo ou não, um energia muito maior que move todo este lance de inicios, fins e meios de ciclos... Que há algo muito atemporal nisso tudo que interagimos.... e mesmo que você fique parado... que não ponha sua cara na rua... Não adianta. Você está no ciclo... ele se move, você querendo ou não, porque há outras pessoas movendo seus ciclos que irão se encontrar num espaço com os seus... e esta sincronicidade da vida que é maravilhosa.
A letra vai desmiuçando exatamente isso: detalhes... pequenas coisas onde se encontra o Inicio, o Fim... e o Meio.


domingo, 10 de junho de 2012

O que é ser Nerd?!

É algo que sempre fico me perguntando sempre que ouço alguém chamar fulano ou sicrano de nerd.
Na verdade, nerds eram pessoas até décadas passadas, vistas como seres de forma esquisita, em seu modo de falar e agir, anti-social, vestimentas sem seguimento de moda... ou seja, seria um xingamento ser chamado de nerd em tais condições. Há filmes do anos 80 que mostram bem isso,... um grupo de estudantes nerds tentando conquistar algum respeito e admiração das garotas e seus colegas, e do outro lado, os tais "populares" que apenas tem como atrativo a aparência e mais nada do que um cérebro vazio. Lógico que no final desses dramalhões americanos, os nerds ganham de alguma forma, quando acabam sendo ousados em seus planos, ou seja, vamos sair um pouco da toca e mostrar o que temos de potencial.
Hoje, voltando totalmente a nossa realidade, ser chamado de nerd: é um elogio! e dos bons. Por quê?
Oras, em plena era da informatização a todo vapor,... invenções tecnológicas em todos os campos da ciência... o que teremos atrás de tudo isso? de todo lucro e prestígio? UM NERD!
Hoje diria, que um nerd é uma pessoa descolada, sensível, dedicado, paciente mas ao mesmo tempo muito ansioso, inseguro quando se trata de pessoas e grupos bem diferente que compõe seu mundo, mas com um potencial incrível para várias coisas que nem eles mesmos imaginam.
No meu olhar, os garotos e homens que me chamam a atenção estão longe do padrão de beleza comercializado por ai a fora nesta mídia louca... sempre tive um olhar mais atencioso para os nerds... Por quê?!
Percebi que também estava no mundo de nerdices.... faço e gosto de coisas que só nerds entendem. Desde a apreciação por ficção cientifica, músicas bem lado B, papos sobre vários assuntos que tenham conteúdo e façam sentido ao meu tempo e a minha vida... e sim pessoas, com atitudes. Nesta linha digo que ser nerd hoje em dia, é cultivar muita atitude diante de tanta banalização... e gostar de encontrar seus amigos e ter papos longos sobre vários assuntos e ninguém brigar para que lado está a razão... e sim apenas ouvir e analisar as idéias... é usar a lógica e a sensibilidade (criação e razão) ao favor de si, de um grupo, de uma sociedade e até para um futuro com tudo isso.
É um prazer mental muito além de explicação de palavras... é a sensação de que sua dedicação de dias e noites, foi concretizada! ou pelo menos está a caminho.
Se você é ou tem ou amigo nerd, aprecie! Cultive o bom relacionamento... e POR FAVOR!!! respeite o momento que o nerd quer ficar sozinho e esta com cara de poucos amigos e conversa... ele está em processo de criação... rsrsrsrss... só isso, depois ele volta para a tal realidade.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Coragem...

A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.
O caminho do coração é o caminho da coragem.( ...), é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.
O Amor não deveria ser exigente,
senão, ele perde as asas e não pode voar;
torna-se enraizado na terra e fica muito mundano.
Então ele é sensualidade e traz grande infelicidade e sofrimento.
O amor não deveria ser condicional, nada se deveria esperar dele.
ele deveria estar presente, por estar presente, e não por alguma recompensa, e não por algum resultado.
Se houver algum motivo nele, novamente seu amor não poderá se tornar o céu. Ele está confinado ao motivo;o motivo se torna sua definição, sua froteira.
Um amor não motivado não tem fronteiras:
É a fragância do coração.

O Bosque de Berkana

terça-feira, 17 de abril de 2012

Rótulos, adesivos e palavras...

A arte de viver sempre me surpreende...
Para alguns isso não é novidade e para outros veriam isso com certo pessimismo.

Acho que a maioria já deve ter lido e ouvido aquela emblemática frase do Pequeno Príncipe:

" Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas..."

Lembro ter lido este livro pela primeira vez de forma precoce aos meus 10 anos de idade física... (meu mental sempre achei mais a frente do que meu corpo infantil podia acompanhar...). Pois ficava me perguntando o porque de um menino morar sozinho num planeta e com apenas uma rosa em sua companhia???. Anos mais tarde, percebi que aquele livro não era tão infantil assim... e tinha mensagens profundas para um cotidiano um tanto obscuro aos meus olhos.

Como para mim sempre tem alguma razão de ser... Li recentemente num blog, no qual uma amiga muito querida passou-me...  ( detalhe descrito pelas palavras dela: Camila... mando isso como boa Capricorniana que me conhece (risos)...)
Nas palavras dela, o trecho a seguir resume bem o sentido de como ela vê e sente o mundo a sua volta,... e confesso que de certa forma também me vi nele... Quem for de Capricórnio e tiver estas tendências, possa fazer sentido.... eu não sou... mas valeu- me uma boa reflexão rs. Segue o trecho:

Capricornianos são como a personagem da RAPOSA. Provavelmente, nunca vamos dizer em voz alta para alguém "me cativa?", mas, de resto, somos como a raposa: - Então a raposa apareceu. "Bom dia", disse a raposa. "Bom dia", o Pequeno Príncipe respondeu educadamente. "Quem é você? Você é tão bonita de se olhar." "Eu sou uma raposa", disse a raposa. "Venha brincar comigo", propôs o Pequeno Príncipe. "Eu estou tão triste". "Eu não posso brincar com você", a raposa disse. "Eu não estou cativada". "O que significada isso – cativar?" "É uma coisa que as pessoas freqüentemente negligenciam", disse a raposa. "Significa estabelecer laços". "Sim", disse a raposa. "Para mim você é apenas um menininho e eu não tenho necessidade de você. E você por sua vez, não tem nenhuma necessidade de mim. Para você eu não sou nada mais do que uma raposa, mas sem você me cativar então nós não precisaremos um do outro". A raposa olhou fixamente para o Pequeno Príncipe durante muito tempo e disse: "Por favor cativa-me." "O que eu devo fazer para cativar você?" perguntou o Pequeno Príncipe. Você deve ser muito paciente". disse a raposa. "Primeiro você vai sentar a uma pequena distância de mim e não vai dizer nada. Palavras são as fontes de desentendimento. Mas você se sentará um pouco mais perto de mim todo dia." Então o Pequeno Príncipe cativou a raposa e depois chegou a hora da partida dele – "Oh!" disse a raposa. "Eu vou chorar". "A culpa é sua", disse o Pequeno Príncipe, "mas você mesma quis que eu a cativasse". "Adeus", disse o Pequeno Príncipe. "Adeus", disse a raposa. "E agora eu vou contar a você um segredo: nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. Os homens têm esquecido esta verdade. Mas você não deve esquecê-la. Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.

Agora começo a filosofar o  porque ter mencionado este trecho e também pelo titulo que escolhi.
A maioria em algum momento se deparou com pessoas rotulando outras. Acredito que a grande maioria faz isso e não tão cedo isso vai mudar. Se não rotulam, colocam um adesivo de aceitável ou não aceitável de acordo com o que o outro esta dizendo ou fazendo.

Poucas pessoas realmente assumem o que dizem e fazem... e quando se encontra raras criaturas assim, muitos se chocam com  tanta atitude e autenticidade.

A vida me surpreende porque tive o prazer de recentemente ter conversado com uma pessoa que foi pré- julgada e rotulada como  A CHATA! E acrescento aqui, que nunca ouvi e nem vi aos meus olhos ela sendo estupida no falar ou agir com alguém. Apenas via uma pessoa colocando o ponto de vista dela.

Em uma das minhas pequenas e seletas rodas de amizade... ela era considerada assim e mais alguma coisa.
Achava triste e ficava muito incomodava por certos comentários ocultos para a mesma..., mas ao mesmo tempo analisava quantas vezes tinha visto e presenciado aquela cena em outras épocas de minha vida. Seja em ambientes de trabalho ou não... Mas poucos se davam o direito da empatia e tentar entender o porque da pessoa fazer certos comentários que na sua maioria não eram aceitos.

E a vida na sua maestria,... numa bela tarde, tive o prazer de conhece-la de uma maneira, fora daquele nosso circulo... e por mais impressionante que seja: Não consegui detectar a tal "chatice" rs.... Aliás, se estendeu agradável. 

Em suas narrações  de fatos da vida... ela sabia e tinha plena consciência que não era aceita pelos nossos amigos e sabia até que era tida como "a chata".
Confesso que isso foi uma surpresa aos meus olhos... Ter consciência das inúmeras criticas recebidas...  sentida e proferida de maneira direta ou não pelos outros. No seu modo de ver, ela entendia e se conforma de certa forma as pessoas a tacharem assim. Mas o que mais a entristecia era o fato dessas próprias pessoas não SI conhecerem e por sua vez, acabavam não tendo a oportunidade de chegar e sentar mais perto ( assim como a raposa) e a conhecer.

Tem certos pensamentos que são verbalizados por algumas pessoas que são do tipo: É... você não é uma pessoa fácil mesmo!!!!
E alguém algum dia já conheceu alguma pessoa fácil?
O que é ser uma pessoa fácil?

Alguns paradigmas colocados em conversas muito triviais, ao meu ver, acabam sendo quebrados ou até viram polêmica em roda, pelo simples fato do outro (ouvinte), não se colocar no olhar do outro.... Pq?
Como alguns já me disseram: ou dá muito trabalho ou não tem tempo para isso... (Lamentável, diria!)

E mais uma vez vem a pergunta da Raposa: Me cativa? 
Quantas pessoas você tem ultimamente cativado? Você tem se cativado?
E se cativou alguém, tem sido responsável por mais este laço feito em sua vida?

Acabamos defendendo tanto nosso ponto de vista ( certo ou não)... Que perdemos esta magia de conhecer o outro...
Acredito que umas das primeiras, e significativas causas de transtornos emocionais seja por este pequeno detalhe... E que hoje, passa despercebido pela maioria: dar-se o tempo... 

Catives....







domingo, 8 de abril de 2012

Sem espartilhos...

Todos tentam alcançar a liberdade. Acho louvável essa busca e vejo os principais obstáculos para manifestar a liberdade.

O engano, o medo e o orgulho.

O engano está na visão sobre liberdade. Enquanto capacidade de caminhos abertos a liberdade sempre está ali, mas enquanto trilha percorrida para visão ampla demanda uma ação. Liberdade não é fazer o que se quer, mas ter livre acesso ao que se quer e poder não querer. E naquilo que não se quer poder navegar sem peso até querer. A ideia de que a vida é algo pré-dado, fixo ou “à minha espera” é um dos grandes enganos que carregamos. É essa visão rígida que alimenta o preconceito, a discriminação e a pequenez de nossa ação. A impossibilidade de experimentar novos sabores, pensamentos, visões de mundo é o resultado desse engano fundamental. Querer paralisar o prazer e a felicidade em algo estático também.

O medo é o apego ao conhecido, ao antigo, ao vivido. É quando tentamos proteger valores, experiências e pessoas simplesmente porque temos medo de mudar. É querer garantias para tudo e colocar o sofrimento e a perda como um inimigo em potencial a ser evitado. Evitar sofrer é o passaporte para a prisão emocional. É nunca apostar as fichas em nada por medo de perdê-las. É esquecer que não somos nem as fichas, nem o jogo e que podemos ser feitos de bobo a qualquer momento. E tudo bem, não há nada a perder. Podemos recomeçar do zero a qualquer momento em qualquer lugar. Teremos a garantia de apenas uma coisa, estaremos ali onde estivermos. Essa é a pedra fundamental da confiança de alma.

O orgulho é aquele imperador preguiçoso que sempre tem muito medo de arriscar. Aprisionado em sua majestade ele é incapaz de agir de fato, afinal o império psicológico que ele construiu é grandioso. Ser questionado, corrigido, rejeitado ou passado para trás é um pecado mortal. Como alguém poderia colocar um imperador em segundo plano? Quando você acha que tem muito a perder sua liberdade é menos que um grão de pó.

Seja na cama, na mesa, no banho, na roupa ou na vida se você tiver a visão errada, medo demasiado e muito pelo que arriscar sua vida será limitada. Sua liberdade será só uma esperança vã.

Gosto da cena final do filme “O náufrago”, o personagem principal que após perder absolutamente tudo num acidente quase fatal de avião e permanecer sozinho numa ilha por quatro anos se vê numa encruzilhada. Finalmente poderia seguir para qualquer lugar.