quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Enigma da Pirâmide - Sherlock Holmes e caro Watson

Em 1870, na Londres vitoriana, pessoas são acometidas de alucinações em virtude de serem atingidas por um dardo, com as visões as levando à morte. É dentro deste contexto que Sherlock Holmes (Nicholas Rowe) e John Watson (Alan Cox) se conhecem, quando ainda são adolescentes e estudam em uma escola pública inglesa, sendo que nesta mesma época Holmes soluciona seu primeiro caso.
O filme é um classico dos anos 80, além de ser de um roteiro e figurinos otimos... todo o conhecimento sobre cultura egípcia é mencionada em vários diálogos. Sempre achei que deveria ter uma continuação... mesmo  porque se trata de um dos detetives mais emblemáticos dos livros em sua juventude.

Você encontra o filme para assistir em partes no you tube... alias, todos os filmes mencionados aqui são facilmente encontrados no site.



O pequeno Buda e 7 anos no Tibet

Continuando as dicas de filme... quis citar estes dois filmes que além ter como tema a filosofia budista, mostra de forma clara transformações do comportamento humano de forma dolorosa... ao invés de ser pelo amor, que seria o caminho mais suave. Particularmente sempre fui adepta aos ensinamentos do budismo... Tanto pela parte de filosofias e a prática da meditação, levam ao auto conhecimento tão bem trabalhado pelos seus seguidores. Além das histórias serem contadas de forma simples e profundas, acaba sendo por vezes confusas caso queira entender de primeira. A sacada mais genial que vejo é o fato que vc nunca desprezar o seu lado frágil, nem seu ego... mas se dirigir  a ele de iguala para igual e aos poucos, de uma certa forma, doutrinando ao ponto de ele parecer jamais ter existido, pois ali já não há mais morada naquele corpo, mente e espirito.

O pequeno Buda é um filme dirigido por Bertolucci, no qual é narrada uma historia um tanto controversa. Você pode amar ou odiar este filme... não dá para ficar no talvez. Por que? Por que a historia de Siddhartha ( Buda) - interpretado por Keanu Reeves, é contada em forma de fragmentos, enquanto monges budistas buscam uma das crianças selecionadas com suspeita de ser uma das reencarnações de um de seus mestres.
Com altos e baixos... toda fotografia é bela e chega a ser gerada uma imagem plastificada de Buda, enquanto ele tenta encontrar o caminho da iluminação abandonando tudo e todos.
Para quem não quer ler livro e conhecer quem foi Buda, é uma boa pedida.

Já o filme 7 anos no Tibet - é a história de um homem frio, calculista, materialista e insensível aos sentimentos humanos interpretado por Brad Pitt, por volta da segunda guerra mundial.
Deixando para trás mulher um filho, ele sai em expedição aos deveres militares mas acaba sendo preso, logo foge e acaba vagando junto com seu amigo oficial pelas montanhas do Tibet. Ao mesmo tempo, ocorre conflitos de libertação do Tibet com a China. Entre o encontro do homem ocidental com o pequeno Dalai Lama, este homem é lapidado constantemente entre ensinamentos de uma cultura simples, espiritualizada e acolhedora e faz com que ele si reencontre com seus valores e sentimentos.
Acho a interpretação de Brad mediana... é um filme reflexivo... fala de perdão em certa altura, e como politica e religião é uma inconstante mesmo sendo um Dalai Lama.
É um filme para quem quer conhecer mais um outro lado do budismo, mais pratico e filosófico. O roteiro e o timing são muito bons.

O pequeno Buda







terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Eu sou o Dr. Lao... Muito prazer!

Continuando as dicas para filmes que valem muito a pena serem assistidos nas férias... este seria um tanto quanto nostálgico para minha pessoa.
Lembro passando várias vezes na sessão da tarde (quando era boa , mesmo!), nos anos 80.
As sete faces do Dr. Lao foi criado por volta dos anos 60, e diria que é um daqueles filmes atemporais... em qualquer época que for passar a mensagem é clara e bem entendida.
A idéia do filme é a moral, virtude, respeito e alegria... além de uma dose de solidarismo que é muito presente nas atitudes de Dr Lao.
Lao é um chinês com idade milenar, que acaba levando seu circo magico com sete criaturas mitológicas para uma cidade de interior americana. Lá, um de seus cidadãos, um rico fazendeiro, quer comprar as moradias de seus habitantes a fim de salvar a tal cidade da seca que esta para chegar pela quebra de um doa aquedutos que abastece seus moradores. Diante disso é mostrado os vários tipos de personalidades humanas em seus moradores... Um deles é o editor do jornal, no qual em sua boa virtude, tenta fazer que seus moradores não façam isso e sim unem-se para salvar a cidade. Note-se até aqui o lado já corruptível do ser humano e do outro,  a ideia da união do povo contra este mal.
Lao, entre suas magias sutis e ensinamentos orientais profundos... vai mostrando a cada um deles algo que ficava escondido em suas almas e que pode muito bem ser resolvido abrindo-se para o novo, para a oportunidade.
Os efeitos especiais para a época são inovadores ao meu ponto de vista... Além, de um roteiro maravilhoso para minha mente filosófica... simples e profundo. Pergunto quantos de nós, faria isso ou aquilo que é colocado aos personagens...? quantas máscaras precisariam cair para que realmente possamos ver a magia da vida?... Estas são uma das muitas questões colocadas pelo filme.
Segue abaixo o filme completo... Bom filme!



Poema do Circo

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Aqui é Constantine, John Constantine... Otário!


Nem preciso lembrar aqui, que sou fanática em filmes. Aprecio assistir ate aqueles na qual as criticas não foram tão satisfatória, ou mesmo, algum comentário bom ou não de amigos.
Mas sendo final de ano, comecei a fazer uma retrospectiva dos filmes que mais aprecio em ver... Principalmente aqueles dos anos 80... ou mesmo da década de 60... acho um glamour só.
Mas o que mais me atrai em um bom filme, além de toda atuação do elenco escolhido a dedo, a fotografia, o ritmo do filme etc... Mas o roteiro e to da idéia referente a aquela historia, fazem ter um papo ultra filosófico comigo.
Postarei aqui durante os dias, semanas... alguns filmes que todos conhecem, mas falarei mais do lado B deles.
Devo começar pelo filme Constantine, para mim, um épico para Keanu Reeves... além de ser um tipo de filme atemporal.
A idéia é um exímio ocultista e exorcista super experiente (Constantine – Keanu Reeves), no qual tem que impedir que a terra seja dominada pelo filho do Diabo e toda sua legião. È uma luta constante entre anjos e demônios, aonde é colocado a todo momento para a prova da fé no qual Constantine tem que voltar a acreditar que Deus tem um plano um tanto quanto estranho e surpreendente.
O bem o mal é uma constante neste filme e acredito que é este link que faço com nossa realidade... e também  pela época de Natal e ano 2012 e todas suas lendas e premonições de fim do mundo.
Constantine se mostra aquele herói às avessas, nada doce ou gentil... nem vem vestido de branco ou faz a linha de bom moço. Acaba sendo objetivo, frio, sistemático e brilhante em suas atuações contra o mal.
Quem é o mal e quem é o bem nesta historia toda? Aos poucos o filme vai desenrolando e você que acaba decidindo aonde esta o equilíbrio dessa balança toda.
Uma das coisas mais claras e mais profundas  do filme são duas cenas:
Uma é quando Constantine vai ao encontro do guardião chamado Meia-Noite, aonde o seu trato é viver na neutralidade, ou seja, nem ajuda um nem o outro... e prefere viver entre os humanos... Para que Deus poderia fazer uso da neutralidade? A outra é quando simplesmente, Constantine, barganha com Lúcifer... e faz uso de um dos elementos da salvação na qual a Bíblia relata várias vezes, e que muitos foram salvos e que si faz ao contento divino: o sacrifício. John se põe em sacrifício para salvar uma pessoa e com isso a humanidade. Lembre-se: Deus tem um plano muito maior para John e não sai bem como o esperado.
Fora que as vezes temos a sensação que somos colocados como marionetes, a humanidade pode ser abençoada pelo livre arbitrio, no qual nem os anjos são agraciados com esta benção,... e que os tais mestiços mencionados por John, são os demônios que sopram aos nossos ouvidos (consciência), fazendo com quem entramos em conflito em qual caminho seguir?... em quem acreditar? O que é o certo ou errado nisso tudo?
São estas e muitas outras questões levantadas ao filme e digo que independente de sua veia religiosa, espiritualista ou filosófica... Assista com a mente aberta e atente-se aos diálogos.
Porque entre o bem e o mal sempre há um equilíbrio... por incrível que pareça.






quarta-feira, 14 de dezembro de 2011




Acho uma das musicas mais belas do Queen, tanto neste clipe em sua performance, mas como todo o cuidado da letra, melodia e o entender a dor de um sentimento...

Perfeito! God save the Queen!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Pensamentos, palavras, sentimentos e gestos: Tesão Intelectual


- Aaaah Cá... Tesão intelectual é tudo que dá prazer de ouvir. Não essas lorotas insignificantes que as pessoas amam vomitar quando estão bêbadas em uma roda de amigos ou jogam qualquer porcaria levianamente nas mídias sociais. O tesão intelectual tem que te causar prazer no dialeto. É você conseguir entrar na mesma sintonia verbal. 
Infelizmente, não é em qualquer lugar que encontramos quem nos proporciona tal prazer. Acho que por isso as pessoas andam tão socialmente preguiçosas. Fora que, pra fazer isso com sinceridade (pois certamente funciona igual a um relacionamento mesmo), é necessário que você entenda perfeitamente o que o outro quer dizer, ou se você está ali sem entender, que se permita à isso. 
Há uma troca, uma cumplicidade e uma lealdade no prazer intelecto. Você não pode entrar com pretensão de sair. E se torna ainda mais gostoso se é feito com paixão... sentiu a semelhança?

Minha querida amiga Misheilas (codinome pessoal rs), compartilhou comigo de forma simples e inteligente sobre o que é, na sua visão, o tal tesão intelectual. Devo ressaltar que tento escrever este tema há meses, mas veja que interessante: aquilo que é o mais simples é sempre o mais difícil de si colocar no papel, aqui no caso digitado. Mas numa roda ou outra de amigos, papo vai e papo vem, sempre jogava esta pergunta aos meus companheiros (as) de café filosófico – O que lhe dá tesão intelectual ou o que é tesão intelectual para você?
Entre um silêncio e outro de pensar, um querido amigo solta esta:

- Poxa, tema complexo e complicado rsrsrs... mas deixo analisar. - ( mais algumas horas de reflexão e o papo continuando e já tinha até mudado) eis que:
Então, já sei: O que me dá tesão intelectual é ouvir das pessoas as coisas simples da vida. Vivemos em tempos em que tudo está supervalorizado, como o trabalho, estudo e informações bombardeando nossos ouvidos a todo momento. Mas acabamos nos esquecendo dos gestos simples da nossa vida. Como exemplo, gosto muito de viajar, para qualquer lugar, para cidades pequenas e ouvir dos personagens de cada local as suas histórias de vida. Quem me vê ouvindo estas pessoas, pensa que estou jogando conversa fora, mas na verdade, aprendo muito ouvindo este tipo de gente. Todo ser humano tem algo a nos ensinar e aprender desta maneira, ouvindo suas histórias simples, é minha forma de ter tesão intelectual. Posso passar horas conversando com estas pessoas.

Achei lindo, esta outra forma de tesão intelectual do meu digníssimo amigo. Mas da minha parte, muitas pessoas e assuntos me dão tesão intelectual. Uns mais outros menos, mas uma conversa descontraída, inteligente e sensível sempre atraiu e instigou minha mente.
Das dezenas de pessoas que converso todos os dias, há um querido ser que mesmo pela Matrix, faz minha mente sentir este tipo de sensação tão prazerosa. Nunca disse isso a ele, mas alguns papos e idéias que filosofamos sem compromisso de dar um texto, foram verdadeiros orgasmos intelectuais ao meu sentir. Parece brincadeira?! Mas não é! Juro!
Meu estimado Serzinho ( no qual escrevi e descrevi neste blog), foi um dos poucos seres que tive a felicidade de conhecer que consegue me deixar neste estado tão filosófico.
É raro e muito difícil ter isso com alguém ou mesmo por algum assunto... algumas pessoas não se dão mais o tempo de si conhecerem, perdeu-se o encanto de saber quem é o outro. Apenas ouvir e observar o que a pessoa esta querendo lhe dizer, mostrar, interagir de alguma forma... e para isso é necessário o tempo, disposição e prazer em conhecer o outro.

Concluo que para mim, tesão intelectual é: O prazer e a felicidade que tenho em estar e conhecer pessoas maravilhosas, com potenciais incríveis de sentimentos e pensamentos, que a cada conversa seja ela de minutos ou horas, posso vislumbrar sua essência como um bom livro a ser lido, de várias formas e diversas vezes. È ainda, sentar na frente do computador ou apoiar minhas folhas em branco em meu colo, e escrever todas as minhas impressões e pensamentos... em seguida compartilha-los de forma singela com estes mesmos seres maravilhosos.. e tantos outros que nem sei ainda... Mas esta é a magia da boa comunicação... do tesão intelectual!

Nota: este texto ofereço para Misheilas, Marcel Agarie por suas belas contribuições e em especial para T. Guy. Obrigada sempre!






sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A criança cresceu...


É engraçado quando por vezes me pego com alguns pensamentos pra lá de nostálgicos.

As vezes tenho mania de deitar no chão do meu quarto, ficar olhando para o teto enquanto ouço minhas músicas favoritas... aliás, são quase sempre as mesmas.
O que isso poderia acarretar? Lógico... caio no sono ali mesmo no chão... e muitas das vezes é papai que vem me acordar num gesto típico que  ele faz comigo desde minha infância: ele apenas puxa um dos meus dedos dos pés e diz: Mila, vai dormir na cama. – eu lógico, digo: Já vou... – Pior que esta cena se repete umas três vezes até eu arrastar meu corpo até a cama.
Num desses arrastões que resolvi por minha mente a pensar sobre quando percebi que não era mais uma criança, e que poderia de certa forma ‘virar-me sozinha’.
Desde aonde lembro, já fazia muita coisa sozinha: ia para escola, servia-me para comer a hora que a fome batia, fazia os serviços triviais em casa... mas foi aí que veio uma lembrança clássica...
Lembro que quando ia dar boa noite para papai, ele sempre vinha até minha cama, me dava um beijo de boa noite, cobria-me como só um pai sabe fazer e abençoava meu sono. Este gesto tão simples e profundo de papai, foi o laço que uniu a minha confiança, carinho e meu único amor verdadeiro a ele.
Mas não sei por que mas um belo dia percebi que nem eu e nem papai, fazíamos mais nosso pequeno “pacto” noturno... Eu não ia mais até ele e ele por sua vez, não vinha... ficava no boa noite... mas o gesto de ir até minha cama, não havia mais. Lembro que tinha por volta dos meus 13 anos... e naquela época não tinha caído minha ficha neste sentido que não era mais uma criança... a síndrome de Peter Pan tinha ido embora... sentia e via as mudanças em minha volta, no meu corpo e na minha mente... e que estava dando adeus ao meu mundo infantil. De certa forma, já tinha afincado alguma bandeira de independência que não sei bem aonde... mas de certa forma, a vida estava pedindo isso bem sutilmente.
Penso que deve ser difícil quando o pai percebe sua filha crescendo... mesmo morando embaixo do mesmo teto... ele vê que ela não é mais sua e sim do mundo.
Hoje, mesmo estando na minha maturidade de mulher, sei que perto do meu pai, poderei ser em certos momentos aquela criança que um dia ele carregou e colocou para dormir varias vezes... Não preciso ser mais nem menos para ele... e esta é a graça e a magia de tudo... a felicidade de ainda ser filha.