( autoria de Rosy Fonseca )
Cativa-me para você ...
De passo a passo,
de fato a fato,
cativa-me.
De bagagem, sem pressa.
De arvoredo, sem cortes.
Com posse, com toques,
cativa-me.
Para o apego que é seu.
Para o auge que é meu.
Na dor e na festa,
em cor e em vela.
O pranto, a flor, você,
cativa-me.
Para que eu seja só sua,
na mesma hora em que
a minha alma transborda,
cativa-me.
Em direções tão fartas.
Com sonhos , voltas e cantos,
cativa-me.
E assim pouco a pouco,
dentro de mim outra voz.
Seus pensamentos nos meus,
cativa-me.
Numa estrada sem marcas.
Em direções tão fartas.
E com mais firmeza...
Cativa-me .
terça-feira, 2 de julho de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Quem nunca
Quem Nunca – G. Lacombe
Quem nunca ligou de madrugada
Para alguém que não valia nada?
Quem nunca se acomodou
Vivendo com a pessoa amada?
Quem nunca recebeu um beijo
E ficou com a cara envergonhada?
Quem nunca riu
De uma piada sem graça?
Quem nunca sentiu amor
Por alguém de cidade afastada?
Quem nunca brincou carnaval
Rezando pra que não chegasse quarta?
Quem nunca disse algo
E achou ser a hora errada?
Quem nunca rolou de rir
E riu até sair lágrima?
Quem nunca sonhou com o amor
E acordou numa cama abandonada?
Quem nunca deu um conselho
Que no fundo não acreditava?
Quem além de você mesmo
Vai te conhecer tão bem?
Quem é tão feliz sozinho
Que não precise amar alguém?
-
Quem Nunca? ;)
Quem nunca ligou de madrugada
Para alguém que não valia nada?
Quem nunca se acomodou
Vivendo com a pessoa amada?
Quem nunca recebeu um beijo
E ficou com a cara envergonhada?
Quem nunca riu
De uma piada sem graça?
Quem nunca sentiu amor
Por alguém de cidade afastada?
Quem nunca brincou carnaval
Rezando pra que não chegasse quarta?
Quem nunca disse algo
E achou ser a hora errada?
Quem nunca rolou de rir
E riu até sair lágrima?
Quem nunca sonhou com o amor
E acordou numa cama abandonada?
Quem nunca deu um conselho
Que no fundo não acreditava?
Quem além de você mesmo
Vai te conhecer tão bem?
Quem é tão feliz sozinho
Que não precise amar alguém?
-
Quem Nunca? ;)
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Gominhos
Um dia uma criança me disse que sorrir não é a única demonstração de alegria. Que quando descascamos uma mexerica, e separamos seus gominhos... ali esta a alegria. Porque dividirei para quem gosto....
Cada gominho uma alegria.
Cada gominho uma alegria.
domingo, 4 de novembro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Manipulando a vida alheia
Não gosto de escrever sobre
certos temas porque causam uma conversação interminável. Mas como toda boa
mente critica feminina, e analisando as poucas vezes que posso assistir um
jornal, fico assustada e irritada com certas fontes de pesquisa e informações
passadas pela mídia.
Aprecio mais ler jornais do que
ouvir a noticia,... dá tempo para analisar melhor os fatos e etc... Mas quando
estava tendo a campanha do primeiro turno da cidade de SP, fiquei acompanhando
o que cada candidato dizia sobre seus projetos e tal. Todos viram que teve uma
reviravolta e que o segundo turno foi
uma surpresa imensa pelos os dados que eram mostrados pela TV. O tal IBOPE (
que até hoje não seis se existe mesmo, alguém avisa por favor das se já foi abordado
por tal), mostrava a “fidelidade” das pesquisas.
Eu nunca gostei de pesquisas
desse tipo, pois acho sim, uma manipulação bem da sem-vergonha mesmo!
E isso esta acontecendo de novo
no segundo turno. As vezes sinto que haja mais indecisos e que não sabem em
quem vão votar do que realmente é mostrado.
Digo sim, que a manipulação de
dados existe e isso é em todo lugar... até quando se maqueia dados de empresas,
planilhas de custos etc .... quem trabalha em empresa sabe disso... sempre é
colocado alguma coisa a mais que não existe, pois é tal sugestão. Odeio esta
tal idéia da sugestão. Porque é fácil vc colocar ali um dado ou informação que
poderá de alguma forma mudar o pensamento do indeciso.
Por exemplo: o fulano esta com
tantos pontos a frente, mas veja que o fulano b esta a poucos pontos atrás... a
chance para mais ou para menos, estão tecnicamente empatados. A chance de quem
ganhar é tanto.... se a votação fosse hoje seria de tal fulano. O fulano está
sendo mais bem votado em tal região... e em outra nem tanto... Ou seja, você
acredita mesmo que apenas com uma porcentagem tão pequena de entrevistados é
possível ter uma perspectiva de candidato????... pelo IBOPE sempre é
entrevistado por volta de 1000
a 2000 cidadãos.... Pessoassssssssssss... isso não é
nada!
Outra coisa que me revolta: os
dados sobre a violência!
Esta semana mesmo fiquei
abismada... Vejam: a onda de violência aumentou, porque pelo levantamento dos
dados do setor X, houve um crescimento de 3% em relação ao ano passado e em
relação ao mês passado houve tanto...
Violência é ruim sendo pouco ou
muito... Mas analisem como é perigoso este tipo de informação: Quantos milhões
de pessoas vivem em SP? Muito !
Os dados dizem que este mês teve
3000 casos de assassinato e não sei quantos de
latrocínio. Ao meu ver, esta até num nível normal a baixo... Porque?
Isso representa menos de terço para metro quadrado em SP.... seria assim... uma
violência a cada 3 ou 4 quarteirões. O bom seria nada, mas vivemos em sociedade
numa selva de pedra, com vários problemas sociais. Como não ter? cada qual
vivendo da maneira a La Pôncio Pilatos
( lavo minhas mãos, só faço até aqui).
O que acontece: jogam dados de
violência o tempo todo na tela.... fazem uma lavagem cerebral animal... e no
final da reportagem não entra em conclusão alguma... porque nada é feito.
Apenas colocam o medo na alma das pessoas e a fé em nada e ninguém.
Fico bem preocupada com isso...
Outro dia uma colega me disse que estava com medo de ficar parada no semafaro
em X horário porque ouviu no noticiário que aquela região tinha incidência de
não sei quantos assaltos por dia. Como é que fica a vida dessa pessoa? Não fica
nunca! Estresse só, medo, pânico... sem confiança!
Algumas pessoas vão ler este
texto e não ver o sentido... mas eu vejo.... Vejo a manipulação constante em
tudo... e isso que me dá mais medo... mentes sem filtros.
Analise o que ouve, contam,
discursam... veja se faz sentido e que tipo de sentimento desperta tal
informação. Uma pessoa que concorda de primeira... não é um bom sinal de
confiabilidade. Assim como pesquisas que vendem dados como se fossem únicos...
falando por milhões... com certeza não fala por mim e nem por você.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Afinidades
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.
A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
veremos ou falaremos.
Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.
Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.
Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.
Arthur da Távola
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Ponto de Interrogação
Por acaso algum dia você se importou
Em saber se ela tinha vontade ou não
E se tinha e transou,você tem a certeza
De que foi uma coisa maior para dois
Você leu em seu rosto o gosto,o fogo,o gozo da festa
E deixou que ela visse em você
Toda a dor do infinito prazer
E se ela deseja e você não deseja
Você nega,alega cansaço ou vira de lado
Ou se deixa levar na rotina
Tal qual um menino tão só no antigo banheiro
Folheando as revistas,comendo a s figuras
As cores das fotos te dando a completa emoção
São pe rguntas tão tolas de uma pessoa
Não ligue,não ouça são pontos de interrogação
E depois desses anos no escuro do quarto
Quem te diz que não é só o vicio da obrigação
Pois com a outra você faz de tudo
Lembrando daquela tão santa
Que é dona do teu coração
Eu preciso é ter consciência
Do que eu represento nesse exato momento
No exato instante na cama,na lama,na grama
Em que eu tenho uma vida inteira nas mãos..
Em saber se ela tinha vontade ou não
E se tinha e transou,você tem a certeza
De que foi uma coisa maior para dois
Você leu em seu rosto o gosto,o fogo,o gozo da festa
E deixou que ela visse em você
Toda a dor do infinito prazer
E se ela deseja e você não deseja
Você nega,alega cansaço ou vira de lado
Ou se deixa levar na rotina
Tal qual um menino tão só no antigo banheiro
Folheando as revistas,comendo a s figuras
As cores das fotos te dando a completa emoção
São pe rguntas tão tolas de uma pessoa
Não ligue,não ouça são pontos de interrogação
E depois desses anos no escuro do quarto
Quem te diz que não é só o vicio da obrigação
Pois com a outra você faz de tudo
Lembrando daquela tão santa
Que é dona do teu coração
Eu preciso é ter consciência
Do que eu represento nesse exato momento
No exato instante na cama,na lama,na grama
Em que eu tenho uma vida inteira nas mãos..
Prestes a estrear o filme - Gonzaga - de pai para filho - Sempre admirei a voz e interpretação de Gonzaguinha. Sem falar das letras profundas, enaltecendo ou a dor e o amor.
A letra acima, ouvia ainda criança, não entendia seu significado, mas com o crescer da vida... acabei reouvindo ela... com outra ideia e sentimentos que a envolve.
Profundamente forte... impactante. Já ouvi histórias de homens assim... dessa forma descrita.
Mascara que recobre em diversos momentos de nossa vida, em muitas relações... Gonzaguinha desnudava isso... muito sutil e delicadamente.
Outro dia falava com uma amiga sobre ele: Como um homem não tão atraente fisicamente pode ser tão belo ?!
Beleza de alma não tem preço.

